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Tecnologia & Comportamento

Fake News, além de prejudicar, é cafona!

Confira dicas de como não passar essa vergonha (‘nem no débito, nem no crédito’)


O ano é 2020 e, sim, é agora que precisamos conversar bastante sobre o tema. A prática de fake News tem tomado uma proporção tão grande no nosso país, que chegou ao ponto de impactar até em informações cruciais – e oficiais – de combate à pandemia da COVID-19. É tanta informação “solta” sendo emitida por diversas fontes, principalmente na internet, que a gente até se pergunta: “em quem confiar?”. Juro que não sei a resposta, mas acho que, a esta altura, já sabemos bem em “quem” NÃO confiar…

Nos últimos dias, o governo brasileiro protagonizou mais uma polêmica ao alterar a dinâmica de divulgação dos números referentes ao novo coronavirus e omitir dados importantes, dificultando o trabalho de análise e veiculação por parte da imprensa. Essa situação resultou em uma parceria inédita: veículos de comunicação tradicionais – e concorrentes – uniram forças para compilar e compartilhar juntos os dados atualizados da doença no Brasil. A que ponto chegamos, né?

As fake news estão presentes em todos os tipos de pauta: desde como curar e se proteger do ‘corona’; passando por ataques políticos – uma baixaria, inclusive; vida de famosos; vídeo de aparições de Nossa Senhora na nuvem ou na árvore; oportunidades de emprego; bolsa família; áudio de especialista sem nome, conhecido do conhecido; manifestações populares… A lista vai longe!

Então, da mesma forma que instituições/empresas já perceberam que precisam se unir para evitar prejuízos, acredito que seja necessário que a gente também se una, como cidadãos brasileiros e se engaje no combate as fake news. E podemos começar com a gente mesmo, dentro de casa! Está mais do que na hora de pensarmos  duas vezes antes de clicar no facílimo e famigerado botão de “encaminhar”; de conversar com nossos pais e familiares sobre o poder que eles tem com o celular na mão e as consequências de compartilhar notícias, vídeos e aqueles textos – geralmente, super mal escritos (rs) – em forma de corrente no “zap”.

Em uma breve enquete no meu perfil do Instagram, perguntei dos seguidores de quem eles já haviam recebido fake news; a maioria respondeu “daquele tio/tia no grupo da família no whatsapp”, seguido de “daquele blog/portal que surgiu do nada no Face”. Não à toa, o ambiente digital é bastante favorável para que a prática ganhe força, pois, segundo pesquisa do site We Are Social (2019), somos o segundo país no mundo que mais gasta tempo nas redes sociais. Só no Facebook, somos cerca de 130 milhões de usuários, enquanto que no Whatsapp, a estimativa é que sejamos quase 90% entre os brasileiros com acesso à internet. É muita gente! Mas, como falei, vamos focar no pequeno e começar de casa!

Por isso, seguem algumas dicas do que podemos fazer no dia a dia para combater fake news:

  • Leia além do título/manchete

    É super importante evitar esse hábito de leitura superficial. E, não é só porque você já se identifica “de cara” com o título da notícia que você deve passá-la à frente. Leia o restante do texto, se ele confirma o que você acha que é mesmo… Vai que contém uma pegadinha ou uma “burrice” mesmo, aí você vai passar vergonha! rs

  • Questione sempre a origem da notícia

    Não importa quem lhe mandou! Já sabemos que podemos receber fake news até de pessoas que confiamos. Então, ao chegar aquela mensagem bombástica, pergunte imediatamente de quem lhe encaminhou “de onde é?” ou “quem lhe mandou?”. Agindo assim, você se certifica da origem e ainda faz a outra pessoa se questionar também e se sentir forçada a realizar tal pesquisa.

  • Interrompa a corrente da fake news

    A notícia chegou para você e lhe interessou? Verifique na internet se existem outras fontes que a confirme e desconfie se portais de notícias não tiverem veiculado nada. É bem simples: o site G1, por exemplo, disponibiliza a página “Fato ou Fake”onde você pode confirmar informações. Tem ainda a agência Lupa; e o site Detector de Fake News onde você pode colar o texto que recebeu e ele verifica se a informação é verdadeira ou não.

  • Seja amigo da pessoa que mandou a fake news

    Vale mandar aquela mensagem bem direta e sincera para pessoa, do tipo “Meu amigo, minha amiga, não faça isso…” rsrs É importante que a pessoa que lhe enviou saiba que você pesquisou e que verificou que não é verdadeiro. Ela pode até ficar com vergonha na hora, mas de certeza, não vai enviar para outras pessoas.

É isso! Não espalhar uma fake news exige compromisso, energia e tempo. Mas, se você tiver preguiça de praticar os passos acima, só se pergunte: “eu tenho 100% de certeza dessa informação”, no caso de dúvida, não compartilhe!

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Para assistir:

Jornalista Alexandre Botão discute e exemplifica como funciona a rede de fake news entre grupos. Clique AQUI.

Para ler mais, já “dei o Google” por você:

  • Sugestões do Facebook para identificar fake news. Clique AQUI
  • – Ranking das redes sociais no Brasil e no mundo. Clique AQUI.
  •  Fake news é crime no Brasil? Clique AQUI.

 

 

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