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Tecnologia & Comportamento

Acabou a quarentena? Precisamos conversar sobre isso…

Pelo menos, já é essa a sensação! Os aplicativos de namoro e sexo, por exemplo, estão cada vez mais bombando


Se existe outra trilha sonora melhor para este assunto, eu desconheço! Dá o Play e vem no passinho!

Para você que não é de Manaus, explico bem rapidamente: Nunes Filho é um cantor ÍCONE do brega amazonense, ou melhor “Príncipe do Brega”, quase um patrimônio cultural imaterial! E seu maior sucesso em 40 anos de carreira, “Subindo pelas paredes” nunca fez tanto sentido como nesse contexto que estamos vivendo. Já é fato: ou você tem um amigo que furou a quarentena para encontrar aquele “contatinho”, ou essa pessoa é você! E a essa altura da quarentena, nem adianta mais fingir, que “não cola”!

No primeiro momento, a pandemia do novo coronavírus despertou em nós muito medo e uma enorme sensação de alerta, mas foi só questão de semanas para que a carência afetiva e o desejo sexual se sobressaíssem e passassem a protagonizar as “furadas” de isolamento. É ou não é? Ainda não tenho nenhuma pesquisa para confirmar, mas como bom jornalista, tenho várias relatos que só reforçam essa percepção.

Em enquete realizada com meus seguidores no Instagram, a maioria (60%) respondeu que já deu, sim, uma fugida do isolamento para “namorar” e eles não estão sozinhos. Meus amigos mais próximos me confessaram que furaram a quarentena para transar, meus primos também, meu personal também, meus vizinhos também (eu ouvi!) e eu também rsrs…

E o engraçado é que, quando a influenciadora digital Gabriela Pugliesi protagonizou aquele episódio polêmico de aglomeração em casa com as amigas, ela foi completamente julgada e “cancelada” nas redes sociais. Mas, pelas minhas contas, foi no mesmo período em que eu já ouvia alguns relatos de encontros sexuais às escondidas e que os aplicativos de relacionamentos também registraram altos números de acesso e novos usuários. Hipocrisia que fala, né?

Cada vez mais, percebo que os encontros nunca deixaram de acontecer em qualquer fase do isolamento social e que, na verdade, só omitiu-se que se fazia ou se dava uma explicação nada convincente (do tipo “mas mandei ele tomar banho antes”) para não correr o risco do terrível “cancelamento”. Na internet, são várias as reportagens com relatos de pessoas que dizem só conversar por aplicativos para se encontrarem no pós-pandemia, dicas de como fazer um bom sexo virtual, matérias e vídeos que abordam a prática de “self love” e seus brinquedinhos… T-u-d-o balela!

E isso ficou muito claro para mim, quando decidi instalar no meu celular o famoso aplicativo gay “Grindr” – já para fins “científicos” de construção desta coluna, diga-se de passagem… rs Foi só o tempo de criar o perfil, ficar alguns minutos online e já haviam vários convites para uma “pegação” instantânea. “Mas e o coronavírus?”, me perguntei. Ninguém parece temer! O que se vive nos aplicativos é que parece uma realidade paralela, onde a pandemia é ignorada e só se fala de desejos e encontros. Mas, eu não deixei passar batido e perguntei! As respostas são hilárias! rs

Usuários de aplicativos de sexo comentam a pandemia (Foto: Reprodução/Internet)

E é isso! Pelo visto, não teve coronavírus que parasse as gays, as sapatonas, os casais héteros, nem ninguém! Quem quis e quer fazer, dá um jeito! E, sendo bem sincero, já não julgo mais. A esta altura da situação, com tanta informação, com reabertura de comércio, shoppings e etc, cada pessoa que arque com as consequências de seus atos, pois só você sabe o que tem a ganhar e QUEM tem a perder! Eu, por exemplo, moro sozinho e não exponho ninguém de grupo de risco a contágio. Mas, e você, hein? Essa avaliação e respeito pela vida do outro ainda precisa existir. O que não dá mais para acontecer é ficar nas redes sociais com discurso falso moralista, só apontando para os outros e omitindo as suas ações. Se você quiser conversar melhor sobre isso, me chama no direct do Instagram! Por lá, também vou compartilhar alguns relatos bem divertidos!

Quem seguir! Alguns perfis que tem discutido sobre sexualidade durante a pandemia:

Vale a leitura! Já dei um google por você:

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