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‘Para onde vai a coluna social?’

Meu amigo ligou cedo, fazendo essa indagação e foi o que me levou a fazer este escrito


Acordei com o telefonema do meu amigo, muito aflito, perguntando: “para onde vai a coluna social?”. De imediato não consegui responder, porque estava sonolenta e, por incrível que pareça, é uma indagação que ‘me faço’ sempre. Só sei que esse espaço especial, brindado para poucos  jornalistas no impresso está, a galope, migrando para o marketing, variedades, cultura e alguns solfejos de sociedade. Os socialites, como se dizia antigamente, são pinçados a dedo, ‘não frequentam’. Encontrá-los, está cada vez mais raro.

O impresso, não vai acabar, jamais, porém, é lido, atualmente, no virtual e, por mais que os portais dos grandes jornais solicitem que o leitor moderno assine a publicação na nuvem, o colunista, que não quer ficar fora do páreo, publica a coluna nas suas redes, nos grupos, envia para os mais diversos leitores… espalha total, real, contudo, virtualmente. Até porque, o leitor tem nas mãos – o celular – o seu poder de julgar, de fazer o próprio lançamento, de expor suas intimidades até, na maioria das vezes, as imagens viralizam antes mesmo de acabar a festa. Quando o colunista não comparece ao evento e, no dia seguinte, está ‘pegando’ as fotos que já foram publicadas em modo real,  significa que serão vistas, no impresso, dois ou três dias depois. Há que ter paciência.

Alguém pode dizer: “mas nem todo mundo viu ‘aquela’ publicação na rede social.” Du-vi-do! A tecnologia nos condena. Todos viram, gostaram, não gostaram. O julgamento ou o cancelamento são instantâneos. Nem respirou, já era. Não existe mais a frase: “eu li no jornal”. Agora é: “eu vi a sua festa”. “Achei bonito o vestido da anfitriã”. “A decoração estava deslumbrante”. Já no impresso, por mais que o colunista se esforce, descrevendo o evento, a maioria dos leitores não passa do primeiro parágrafo, quando muito e sendo otimista.

Portanto, responderia para o meu amigo, agora de caso pensado que, a coluna social no jornal impresso, e/ou nos portais, se transformou em um vetor de marketing pessoal e empresarial: divulgação de festas com empresários, eventos do mundo institucional, notas culturais e de entretenimento que também já foram publicadas em sites e afins. Nada se cria, tudo se transforma. A bem da verdade é esse mix de acontecimentos é que traduz a nova coluna social. No impresso e no virtual.

* Mazé Mourão – escreve suas colunas no impresso do Jornal do Commercio e as publica, também, no PortalMazéMourão, nas suas redes sociais @mazemanaus e @portalmazemourão e nos grupos de WhatsApp

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