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Me senti em Chernobyl

Quanta fragilidade essas empresas e indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM). E somente manifestação por notas? Cadê os empresários donos da fábrica?


As redes sociais começaram a se conectar, ontem à noite, falando do gás que estava escapando, mas, como sempre, sou Polyanna, acho ‘que nada, isso é fake’. Mesmo depois quando uma prima querida, que reside na rua Costa Azevedo, centro histórico, escreveu no grupo da família ‘está horrível!”. Nunca imaginaria que, ao abrir o jornal da televisão, hoje de manhã e agora à tarde, ia me deparar com aqueles tanques imensos jorrando fumaça e apenas uma, eu disse UMA mangueira com água, lentamente, mas com toda a boa vontade do mundo, dos bombeiros, tentando resfriar três tanques! GENTE, SOMENTE UMA, MESMO? Tenho vergonha alheia e orgulho dos valorosos bombeiros!

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Foto sobre imagem da televisão (PortalMZM)

Aí, veio o pensamento: ‘parece cenas de Cherobyl’. Não sabe o que foi isso? Vai no google, aprende. Continuando. Quando comecei a escrever, já faziam 16 horas que os profissionais da brigada de fogo tentavam resfriar os imensos tanques.  Os governos criaram um gabinete de crise. Mas o certo, mesmo, que o estireno é químico, tóxico e afeta o sistema cerebral. Cadê os empresários dessa indústria para se pronunciar e pedir desculpas da população?  Ganhar dinheiro, muito dinheiro, incentivos fiscais e outras coisas mais, sabem, não é? E como sabem! E, se duvidar, nem residem em Manaus! O amazonense é muito ordeiro, olha! Diz-que vai ter entrevista coletiva, ai, mano… preguiça!

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