Manaus, 2 de julho de 2022
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Claudio Santoro: legado artístico e cultural do Amazonas


Uma escola de talentos que forma artistas nas áreas de dança, teatro, música popular e erudita, artes plásticas e cinema; no coração da Amazônia. O Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, fundado em 1998, já alcançou 125.232 pessoas, entre alunos inscritos nos cursos e público presente nas atividades; entre janeiro e outubro de 2019. Não por acaso, o lugar que respira arte e capacita cidadãos que propagam o Amazonas mundo afora, foi batizado com o nome de um dos mais reconhecidos maestros e compositores amazonenses, Claudio Santoro, que em 2019 completaria 100 anos, no próximo dia 23 de novembro.

Foto: Bruno Zanardo/Secom

É nas salas de aula do Liceu, no Centro de Convenções de Manaus (Sambódromo), que o legado artístico de Claudio Santoro é imortalizado ano após ano, ao longo de mais de duas décadas, por meio da capacitação e formação técnico-cultural de crianças, jovens, adultos e melhor idade; em cursos gratuitos, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Foto: Bruno Zanardo/Secom

Trajetórias de sucesso, histórias de sonhos alcançados e de outros a serem conquistados são encontradas com facilidade, seja entre os alunos matriculados atualmente, ou entre os ex-alunos, já consagrados em suas carreiras artísticas. Uma delas é a do maestro Átila de Paula, que em 2019 se tornou o primeiro amazonense a reger uma ópera no Festival Amazonas de Ópera (FAO).

Foto: Bruno Zanardo/Secom

“Eu entrei no Liceu por volta de 2004, passei dois anos lá. Estudei, na época, violino, por incentivo de uma amiga. Nós estudamos violino e prática de orquestra. Isso foi fundamental para toda a minha trajetória musical que seguiu. Ali foi o local em que a sementinha foi plantada, onde os sonhos foram virando realidade. É uma porta aberta para qualquer cidadão simplesmente realizar um sonho. Com certeza ali, naquele lugar, naquele espaço, tudo iniciou de uma maneira muito orgânica e natural. Foi a base de tudo”, frisou o maestro.

Ao destacar a importância do Liceu para a educação cultural dos jovens do Amazonas, Átila de Paula conta que sonha poder ensinar para outros jovens o que aprendeu no Claudio Santoro. “O papel do Liceu é um papel de educação civil, de educação moral de um ser humano, da nossa população em geral. Uma das coisas de que eu gostaria muito, para o futuro, é me envolver mais com o Liceu, com a pedagogia, tentar transmitir um pouquinho dessa bagagem para as novas gerações e quem sabe, plantar umas sementinhas de jovens que possam trazer mais orgulho para o estado”, afirmou.

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