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Ateliê 23 vence em duas categorias do Prêmio Cenym de Teatro Nacional

Ateliê 23 ganhou o título de “Melhor Companhia” e o espetáculo “Cabaré Chinelo” venceu com “Melhor Figurino”


O Ateliê 23 venceu em duas categorias do 22º Prêmio Cenym de Teatro Nacional, da Academia de Artes no Teatro do Brasil, anunciado na noite da última terça-feira (21). A companhia de teatro amazonense conquistou o título de “Melhor Companhia” e o espetáculo “Cabaré Chinelo” ganhou com “Melhor Figurino”. A peça, que é sucesso de crítica e público, também foi indicada como “Melhor Elenco” nesta edição.

Foto: Malu Dacio

Na volta para Manaus, após apresentações no Teatro B32, em São Paulo, com ingressos esgotados, Taciano Soares, diretor do Ateliê 23 e do “Cabaré Chinelo”, destaca que a premiação em “Melhor Companhia” vem para consagrar a trajetória de dez anos do grupo e fala sobre o momento atual da produção que conta a história de mulheres vítimas de um esquema de tráfico internacional e sexual no período da Belle Époque no Amazonas.

“O ‘Cabaré Chinelo’ é a reunião de vários profissionais que têm trabalhado em favor de um foco, que é contar a verdadeira história dessas mulheres. Nada é mais importante que isso, nenhum artista é maior que a obra e acreditamos que foi o que nos trouxe até aqui”, avalia Taciano Soares. “Esse prêmio para o norte é muito relevante, porque o Ateliê 23 e o ‘Cabaré Chinelo’ estão reescrevendo a história do teatro brasileiro”.

No total, a companhia de teatro soma cinco prêmios com o “Cabaré Chinelo”. Em outubro, o trabalho ganhou “Melhor espetáculo”, “Melhor Direção” e “Melhor Figurino” no 17º Festival de Teatro da Amazônia. O espetáculo foi indicado ainda nas categorias “Melhor Atriz”, “Melhor Ator” e “Trilha Sonora”.

Foto: Malu Dacio

Neste ano, o Ateliê 23 também conquistou o prêmio de melhor atuação nacional no 8º Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, com a personagem Belinho, vivido por Taciano Soares no filme “A Bela é Poc”, primeiro curta do grupo.

Teatro Amazonas

Neste sábado (25), a peça inspirada na pesquisa de Narciso Freitas volta ao Teatro Amazonas para duas sessões, às 19h e 21h30.

Com 17 artistas em cena, o elenco traz Vivian Oliveira, Sarah Margarido, Andira Angeli, Julia Kahane, Thayná Liartes, Fernanda Seixas, Daphne Pompeu, Daniely Peinado, Vanja Poty, Ana Oliveira, Bruna Pollari, Allícia Castro, Taciano Soares e Eric Lima, além dos músicos Yago Reis, Guilherme Bonates e Stivisson Menezes.

Os ingressos estão à venda a partir de R$ 50, em shopingressos.com.br. Tem direito a meia-entrada: estudantes e professores da rede pública e privada; idosos; e artistas de qualquer linguagem. É necessária comprovação, de qualquer natureza, para todos os grupos descritos acima. PCDs têm direito a entrada gratuita.

O projeto, em parceria com a companhia de teatro argentina García Sathicq, tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), além da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Fondo de Ayudas para las Artes Escénicas Iberoamericanas – IBERESCENA.

Ateliê 23

Em 2023, a companhia amazonense celebra dez anos de atuação. Com sede no Centro de Manaus desde março de 2015, na Rua Tapajós, 166, o Ateliê 23 tem 30 espetáculos, cinco shows e quatro obras audiovisuais no repertório.

Foto: Malu Dacio

A principal característica do grupo é trabalhar com histórias reais, objeto da tese de Doutorado “Bionarrativas Cênicas: Dispositivos de Comoção em Obras do Ateliê 23”, defendida pelo diretor Taciano Soares na Universidade Federal da Bahia.

Entre obras de sucessos de público e crítica estão “Helena”, selecionado para a mostra a_ponte: cena do teatro universitário do Itaú Cultural e indicado ao Prêmio Brasil Musical; “da Silva” e “Ensaio de Despedida”, indicados para o projeto Palco Giratório, do Sesc; “Vacas Bravas” e “Persona – Face Um”. Este último colocou em pauta o tema transfobia e ficou um ano e meio em cartaz.

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