OPINIÃO DA EDITORA
Tempos modernos, mas tempos complicados. De repente acontece uma invasão de privacidade nos dados do meu celular, a vida (toda) fica descoberta, sensação de soco na boca do estômago, e as ligações começam: “Mazé, desculpe, mas acho que clonaram o seu Whatssapp. Estão pedindo dinheiro em seu nome.”. Aí começa a lida… primeiro, nada mais funciona, nem o pensamento. Onde errei? O que fiz de errado? E os telefonemas se avolumando, os recados no direct do Instagram, minha filha Alessandra liga: “mãe, clonaram seu telefone! As pessoas estão recebendo recados, em seu nome, pedindo para fazer depósito pelo PIX. Gente, mais que moderno. Cibernéticos são os larápios de hoje em dia. Mil sugestões, quinhentos conselhos, varias histórias iguais. Ok. Mas, para quem eu devo reclamar, meu leitor do céu? Nada de seres humanos, simpáticas atendentes, secretárias atentas em ambiente físico. São máquinas que falam, formulários que são preenchidos no computador pedindo até o nome do meio da irmã da sua avó materna. De repente, uma máquina sugere um email. Eu prontamente envio e espero a resposta. Vem a missiva mandando aguardar 24h, mais ou menos. Ou seja, mais que menos. A cabeça pira, a boca fica com gosto de cabo de guarda-chuva, nova sensação de soco no estômago. Eu me entreguei. Agi como um ser humano. Chorei pencas, tomei um remédio, desliguei tudo e fui dormir. Porque no mundo dos mortais, que trabalham e não roubam dados dos celulares, hoje é um outro dia. Vamos que vamos continuar falando com as máquinas.















