Ao longo da história, a cultura brasileira é atravessada por indivíduos que se atiram no coração de seu tempo e deixam verdadeiros tesouros para as próximas gerações. É o caso do jornalista, produtor, ator, compositor, escritor e agitador cultural Ezequiel Neves. Sua trajetória incendiária pelo rock nacional está eternizada no documentário “Ninguém Pode Provar Nada – A Inacreditável História de Ezequiel Neves”, dirigido por Rodrigo Pinto.

Imagem: Cartaz do Filme/Ton Ton Filmes e Giros Filmes
O In-Edit Brasil é um festival internacional de documentários musicais que acontece de 17 a 28 de junho, em São Paulo. O longa será exibido hoje (21/06) e em mais duas sessões ao longo do festival. Se você, por acaso, estiver na capital paulista, não deixe de conferir esse filme, que já se apresenta como um dos melhores documentários do ano.
Ezequiel Neves foi um dínamo de ideias modernas e revolucionárias. Começou no teatro, participou de filmes emblemáticos da contracultura, como “O Bandido da Luz Vermelha” (Sganzerla, 1968) e “Jardim de Guerra” (Neville D’Almeida, 1969), esteve na linha de frente do jornalismo musical dos anos 1970, antecipando movimentos e tendências, até encontrar em Cazuza seu maior parceiro musical e de vida (“Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”).
Como a passagem de “Zeca Jagger” por este planeta esteve longe de ser convencional, o documentário “Ninguém Pode Provar Nada” também segue um caminho fora dos padrões e combina imagens raras de arquivo com elementos ficcionais. Emílio de Mello dá vida a Zeca em seus momentos de criação diante da máquina de escrever. O filme constrói um retrato afetuoso sem deixar de tocar em seu lado mais controverso. Mais humano, impossível.
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