Para todo fã do formato de reality show, a sensação de vazio interior agora que o Big Brother Brasil chegou ao fim de mais uma edição, depois de cem dias de programa, com o perdão do trocadilho, é uma realidade. É duro ligar a TV ou acessar o aplicativo e não ter como acompanhar a rotina dos confinados em meio a provas de resistência, festas, ações de marketing e tretas entre pipocas e camarotes. Porém, calma gente, nem tudo está perdido. Acaba de estrear a nova temporada de “Na Mira do Júri”, na Prime Video.

Foto: Prime Video/Reprodução
Aqui você não vai encontrar paredão nem prova do Anjo. “Na Mira do Júri: Retiro Corporativo” (no original Jury Duty Presents: Company Retreat) é uma espécie de “pegadinha do bem” que prende desde os primeiros minutos. Um sujeito comum, chamado Anthony, é contratado como estagiário da Rockin’Grandmas e acha que está participando de um documentário sobre o maior evento da empresa sem saber que absolutamente tudo ao redor é encenado e que todos os funcionários são atores.
O que se vê é uma sequência de situações absurdas envolvendo dinâmicas de grupo, pedidos de casamento entre colegas de trabalho e jogos ridículos que nem passam pela cabeça de Anthony que fazem parte de um grande teatro mas que, ao mesmo tempo, poderiam facilmente existir em qualquer ambiente corporativo. É esse equilíbrio entre o exagero e a empatia que sustenta a graça da série.
Se a primeira temporada foi bem sucedida em simular um júri popular num tribunal falso, esses novos episódios repetem o truque sem cair na mesmice, provando que ainda há fôlego nessa ideia de misturar reality, ficção e experimento social e uma boa sátira ao mundo corporativo. Anthony, o estagiário de “Na Mira do Júri”, é um show de espontaneidade, vira o eixo moral da narrativa e ainda funciona como um alento pra quem está sentindo falta dos “Eternos” do BBB 26.
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haroldomourao.substack.com
@tudosobreroteiro


















