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Café: vilão ou aliado da saúde?

No Dia Mundial do Café, especialista explica benefícios, riscos e alternativas para quem quer equilibrar energia e bem-estar


O café está presente na vida de milhões de brasileiros e é, para muitos, o combustível indispensável para começar a rotina. No Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, a bebida ganha ainda mais destaque, não apenas pelo sabor e tradição, mas também pelos impactos que pode causar na saúde.

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Foto: Freepik

Rico em compostos bioativos, como cafeína e antioxidantes, o café pode trazer benefícios importantes quando consumido com moderação. Estudos apontam que ele costuma melhorar a concentração, aumentar o estado de alerta e até contribuir para a prevenção de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2.

No entanto, o consumo excessivo acende um alerta. Insônia, ansiedade, irritabilidade e problemas gastrointestinais estão entre os efeitos colaterais mais comuns. Além disso, o hábito de ingerir café em grandes quantidades ao longo do dia pode mascarar o cansaço e comprometer a qualidade do sono, fator essencial para as saúdes física e mental.

De acordo com a responsável técnica da Clínica-Escola de Nutrição da UNINORTE, Manuela Marinho, o segredo está no equilíbrio.

“O café pode fazer parte de uma alimentação saudável, desde que consumido com moderação. O ideal é não ultrapassar de três a quatro xícaras por dia e evitar o consumo próximo ao horário de dormir. Também é importante observar como o organismo reage, pois cada pessoa tem uma sensibilidade diferente à cafeína”, explica.

Quando reduzir ou substituir o café?

Para quem deseja diminuir o consumo ou até substituir a bebida, existem alternativas mais saudáveis e igualmente reconfortantes. A nutricionista destaca algumas opções:

Chás naturais (camomila, erva-doce, hortelã): ajudam a relaxar e não contêm cafeína;

Chá verde: possui menor quantidade de cafeína e ação antioxidante;

Bebidas à base de cacau 100%: oferecem energia com compostos benéficos;

Leite dourado (golden milk): mistura de leite com cúrcuma, conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias;

Café de cevada ou chicória: opções sem cafeína e com sabor semelhante ao café tradicional.

De acordo com Manuela, a substituição deve ser gradual para evitar sintomas como dor de cabeça e irritação.

“A retirada abrupta do café pode gerar desconfortos. Por isso, o ideal é reduzir aos poucos e incluir outras bebidas que tragam prazer e benefícios à saúde. O mais importante é construir uma relação equilibrada com a alimentação”, orienta.

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