O “Técnica e Arte — Workshop de Balé Clássico com Marcelo Mourão Gomes” chega ao último dia nesta sexta-feira (14), em Manaus. A programação no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (Icbeu) será realizada em duas turmas: participantes de 15 a 18 anos terão aula das 14h às 16h, enquanto o grupo de 19 a 35 anos participa das atividades das 17h às 19h.

Fotos: Júnior Souza
O workshop começou nesta quinta-feira (13), reunindo bailarinos de níveis intermediário e avançado para duas horas de aula em cada turma. Técnica, interpretação e troca de experiências marcaram o primeiro dia de atividades, que uniu a prática do balé clássico ao acompanhamento individualizado dos participantes.
Pela primeira vez ministrando uma atividade desse formato na cidade onde nasceu, Marcelo compartilhou conhecimentos acumulados ao longo de mais de três décadas de trajetória internacional. A primeira parte das aulas foi dedicada à prática e, na sequência, ao coaching, com foco na técnica, interpretação, presença cênica e identidade artística.
Para Marcelo, a experiência do primeiro dia reforçou a importância de criar espaços de formação e troca em Manaus. “Encontrei bailarinos de diferentes idades que escutam, absorvem as orientações e estão dispostos a se desafiar. Isso é fundamental na formação de um artista. Há muito potencial aqui e acredito que, com oportunidades, orientação e continuidade no trabalho, muitos deles podem construir caminhos importantes na dança”, destaca.

Fotos: Júnior Souza
Na Alemanha, Marcelo integrou o Semperoper Ballett, de 2022 a 2025, companhia em que atuou como primeiro bailarino, mestre de balé e também na gestão artística. Atualmente, é o principal mestre de balé do Wiener Staatsballett, em Viena, na Áustria.
“A capacitação de bailarinos é um trabalho que quero desenvolver cada vez mais. Espero que, no próximo ano, possamos fazer novos workshops em Manaus, talvez com mais dias e outros formatos”, adianta.
No decorrer das atividades no Icbeu, o bailarino amazonense espera contribuir para que cada participante reconheça seus pontos de evolução e desenvolva um olhar mais consciente sobre a própria formação artística. “Quero que eles saiam daqui não apenas pensando no que podem melhorar tecnicamente, mas também mais conscientes do artista que querem ser”, finaliza.
- Fotos: Júnior Souza
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Fotos: Júnior Souza



















