Os fãs de Pabllo Vittar, puderam conferir o novo álbum da cantora, “Batidão Tropical”. Nascida em São Luís, criada em Santa Izabel do Pará e depois moradora de Caxias, cidade no interior do Maranhão, a artista afirmou que seu objetivo no novo lançamento foi resgatar suas origens nortistas e nordestinas.

(Foto: Divulgação)
“Fui selecionando por memória empírica, lembrando das músicas que escutava quando ia para a escola lá em Caxias, por exemplo. É por isso que não tem nenhum feat, não queria dividir esse sabor com ninguém”, explicou Pabllo em entrevista ao El País.
A cantora contou que cresceu ouvindo grupos como Calcinha Preta, Companhia do Calypso, Aviões do Forró e Banda Ravelly. “Sinto que, como artista, tenho que honrar e valorizar esses ritmos, porque cresci ouvindo forró e tecnobrega e é graças a isso que faço o pop de 2021?, disse ela.
Atualmente moradora de São Paulo, Pabllo afirmou que não deixou de ouvir os ritmos que cresceu escutando e lamentou o preconceito com os gêneros, que são tratados, por vezes, como restritos ao Norte e Nordeste.

(Foto: Divulgação)
“É por isso que esse álbum é um apogeu do Norte e Nordeste. Quero exaltar essas regiões, bater no meu peito e dizer que não é só cultura regional, é um patrimônio brasileiro. É muito louco a desvalorização do que é nosso enquanto importamos cultura. É muito legal escutar coisas de fora, eu adoro uma Beyoncé, uma Madonna, adoro um k-pop, mas o que estamos ouvindo de música nacional? As mesmas canções, os mesmos artistas e os mesmos ritmos. A gente tem que quebrar a hegemonia das músicas que tocam nas rádios e trazer novidade, principalmente daqui, do Brasil.” disse, Pabllo Vittar.
O atual momento que o Brasil enfrenta também a ajudaram a decidir os rumos do novo álbum, que foi pensado com o objetivo de lembrar da riqueza cultural brasileira.
Confirmada em festivais internacionais como o Coachella, Pabllo defende que quer ver e ouvir os gêneros musicais de sua terra natal nos eventos brasileiros.
“Imagina a gay lá do Pará me ouvindo cantar uma música da Companhia do Calypso que eu ouvia na infância? Eu queria ser essa gay, mona. Queria ser essa gay vendo outra gay cantar uma música da minha terra.”, comentou, Vittar.


















