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Manaus, a cidade sem memória

O leilão da sede do tradicional Rio Negro Clube coloca a cidade definitivamente no limbo do Já Teve, Já Foi, Já era. Aos que escrevem só resta a revolta das letras


OPINIÃO DA EDITORA

Mais um gosto de ‘cabo de guarda-chuva’ na boca, com o leilão da sede do tradicional e emblemático Atlético Rio Negro Clube. E assistimos a tudo, engessados, entalados, engasgados com o grito na garganta: “por favor, não acabem com as nossas memórias, com a nossa tradição, com as nossas boas lembranças. Por que sempre chegamos no fundo do poço e não existe um empresário amazonense para nos catapultar? Impossível não comparar com os nossos vizinhos paraenses. Du-vi-do que a Assembleia Paraense ou seja qual outro prédio tradicional de Belém no Pará, que os mais abastados deixem que vá a leilão. Nunca, jamais, em tempo algum. Mas, para nós, os amazonenses, esses movimentos passam in albis (em branco) e reclamamos de quem faz algum ‘levante’ sobre o acontecimento. Aos que escrevem, como eu, só nos resta, mesmo, o sentimento da perda e a revolta das letras.

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