OPINIÃO DA EDITORA
Ontem, era o bem contra o mal, já imaginou? Nada de novela, porque essas que estão aí, são repetidas e a gente já sabe o final. Não era história de contos de fadas, era um jogo de realidade da vida. Nós, o povo brasileiro, éramos os bons, os sem culpa, os sem pecado original, os perfeitos e prontos para tascar a pedra. E o estilingue era certeiro nela. Na má. Como ela própria se intitula, a Rainha do Deboche. Essa pandemia caótica fez que cada brasileiro empinasse a espada da justiça. Condenar alguém era preciso, pois essa doença terrível está matando os parentes, amigos, conhecidos, celebridades. A sensação que nunca isso vai acabar. Portanto, de quem é a culpa dessa nossa tristeza, da nossa saudade, da nossa impotência? Achamos uma bastião: a Conká. Sim, ela, implantada pelos seus códigos para sobreviver, uma garota totalmente, que todos achavam, fora da casinha. Achamos um culpado para espiar as nossas dores! Aí, o gênio da consciência informa: “gente, é apenas um jogo!”. Hum… Então tá. O nosso confinamento continua? Não tem como acabar o novo coronavírus? Não estão todos vacinados? Então, vamos voltar as nossas cabeças, olhos e coração para caçar um novo culpado. A Carol? “Ora”, pensa a nossa consciência, “era jogo, mana”. Abre-se a porta para o mundo real e ela, naturalmente, será perdoada, afinal, poxa, era uma brincadeira. Aguenta o tranco e que Deus te proteja, Carol Conká, porque estamos todos doentes da alma e com agonia no juízo. Próximo.















