OPINIÃO DA EDITORA
Existe uma linha tênue em ter e/ou ultrapassar a razão. Foi o que se viu ontem, na reunião de condomínio do BBB21, onde o mediador fez a pergunta chave: “quem você considera cancelador?”. Só para explicar, em tradução livre, nos tempos modernos, a pessoa ganha esse título quando decide que vai tirar o influente, ou não, das redes sociais. Reduzir a pó os seus seguidores. Estão no reality 20 competidores e apenas dois participantes viraram bucha de canhão – Lucas e Juliette. É um belo exemplo de como o coletivo vai junto para não se comprometer, sair de bonzinho, ficar ‘em paz’ com a sua escolha. Essas duas pessoas não eram canceladores, eles, por serem sem nenhum filtro, eram os cancelados, isso sim, por todo o grupo. É quando eu acredito na máxima do escritor Nelson Rodrigues: ‘toda unanimidade é burra!’. Por mais excessos que aqueles dois tenham cometidos, eles viraram ‘as Madalenas’ fáceis de atirar a primeira pedra, afinal, quem iria julgar os perfeitinhos algozes? Deixa que eu respondo: nós, o público, minha gente. Simplesmente, estamos vendo absolutamente tudo. Nós, sim, julgamos e somos os canceladores. São pobres de espíritos os seres humanos que permitem a razão ultrapassar dos limites.
PS – Não entendeu nada? Assiste, nesses dias de ficar em casa, o reality show BBB21. E aviso, que eu não faço a mínima questão em ser unanimidade, mas lembre-se para não exceder a divisa entre ter, ou não, razão! Esse lembrete ( não é conselho), cabe, direitinho na vida real. Presta atenção.















