Antes de reality show, influenciadores e redes sociais, existiu um apresentador de TV que capturava a atenção de todos. Em “Chacrinha, o Velho Guerreiro”, disponível na Netflix, o diretor Andrucha Waddington revisita a trajetória de Abelardo Barbosa, desde os primeiros passos no rádio até sua transformação em um dos personagens mais marcantes da televisão brasileira.

Imagem: Netflix
Chacrinha fazia da anarquia um método. Enquanto muitos programas buscavam ordem e formalidade, ele apostava no inusitado: calouros, buzinas, fantasias, dançarinas, jurados e uma plateia que participava de tudo que acontecia no palco. O longa acompanha sua carreira mostrando que, por trás da confusão, existia alguém que compreendia profundamente o gosto popular.
Eduardo Sterblitch surpreende ao dar vida ao Chacrinha dos primeiros anos, encontrando equilíbrio entre a irreverência e a determinação de quem ainda buscava seu espaço. Stepan Nercessian assume o papel de Chacrinha mais velho e consagrado com naturalidade, retratando um apresentador inquieto.
O roteiro de Claudio Paiva, Carla Faour e Julia Spadaccini revela um profissional exigente, obstinado e muitas vezes difícil no convívio, mas com uma capacidade incrível de se reinventar e que ajudou a definir a linguagem da televisão brasileira. Mais do que recordar bordões famosos ou cenas conhecidas, o filme ajuda a entender a dimensão de seu legado mesmo para quem nunca assistiu ao Cassino do Chacrinha.
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haroldomourao.substack.com
@tudosobreroteiro


















