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Cultura

Novos títulos no catálogo da IC Play transitam entre diferentes realidades brasileiras

Entre curtas e longas metragens, as produções tratam de diversas temáticas, como a identidade indígena transgênero, em uma produção São Paulo/Amazonas


No dia 12 de julho, a IC Play recebe em seu catálogo Uýrá – a retomada da floresta, de Juliana Curi; Moventes, de Jefferson Cabral; Claudia Andujar – cosmovisão, de André Furtado; O menino e o mundo, de Alê Abreu, e Café com canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio – todos estes com Libras e audiodescrição – e Ela volta na quinta, de André Novais Oliveira, com acessibilidade em Libras, e Moventes, de Jefferson Cabral.

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Foto: Reprodução Internet

A IC Play pode ser acessada em www.itauculturalplay.com.br e nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Agora também está disponível nas smart TVs da Samsung, LG e Apple TV.

No documentário Uýrá – a retomada da floresta, em meio à exuberante paisagem amazônica, a artista indígena trans Uýra Sodoma embarca em uma jornada de autodescoberta e reconexão. Por meio da arte performática e da sabedoria ancestral, ela inspira jovens indígenas e enfrentarem o racismo e a transfobia no Brasil.

Este filme, assim como seu protagonista, transcende rótulos. Enquanto denunciam a violência contra povos originários, obra e artista transfiguram-se na própria floresta, resultando em uma intensa experiência de reconexão com o meio ambiente e em defesa de uma nova forma de convívio da sociedade com a natureza.

Em Ela volta na quinta, um casal de idosos lida com uma crise conjugal. Um de seus filhos quer ser pai, mas as exigências materiais para isso são muitas. O outro tem ocupação incerta. Todos esses dramas, vividos em Contagem, na periferia de Belo Horizonte, ganham significado universal pelas mãos do diretor André Novais Oliveira.

Para realizar este drama sobre uma família que vive na periferia de uma grande cidade, o diretor recrutou seus próprios parentes como atores. O resultado é um filme extremamente humano, ao mesmo tempo honesto e potente, que escapa do estereótipo a partir do qual a periferia é tantas vezes filmada. O projeto foi selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural.

A produção, de 30 minutos de duração, inspirada na exposição homonima Claudia Andujar – cosmovisão, exposta na instituição com curadoria de Eder Chiodetto, apresenta o percurso de investigações artísticas da fotógrafa que fez da sua trajetória de reinvenção o motor de suas buscas, vivências e lutas. Aos poucos, o filme homônimo revela a maneira singular como ela entende o mundo e o traduz em imagens documentais ou em experimentações visuais sobre mistérios do inconsciente. Ainda, mergulha na narrativa de cores e texturas da fotógrafa e ativista, apresentando os seus processos de criação e experimentação na nova montagem de sua famosa instalação A Sônia e na releitura da série O vôo de Watupari, que ela fez especialmente para a exposição.

Em Café com Canela, Ary Rosa e Glenda Nicácio acompanham a trajetória de uma professora, depois de perder o filho. Seu nome é Margarida e entre em um luto duradouro, se distanciando do mundo, separando do marido, perdendo o contato com amigos e parentes. Certo dia, no entanto, ela é sacudida com a chegada de Violeta, uma ex-aluna. Desse encontro, nasce um lento processo de cura, regado a cafés com canela.

Com frescor e ousadia na linguagem, o filme de estreia desses jovens diretores colocou o Recôncavo Baiano no mapa do audiovisual brasileiro. A produção valoriza os saberes populares, a cultura afrodescendente e a comida como um ponto sagrado de encontros e afetividades. Com ampla carreira nos cinemas, o filme foi premiado no Festival de Brasília.

No enrredo de O menino e o mundo, um garoto mora com a família no campo. Certo dia, seu pai abandona a casa onde vivem e vai para a cidade ganhar a vida. O garoto parte em sua busca, atirando-se em uma aventura cheia de descobertas. A travessia o leva para uma grande metrópole, onde conhecerá pessoas, estranhos seres e assustadoras máquinas-bicho.

A animação de 80 minutos é um dos filmes mais premiados do cinema brasileiro, sendo indicado ao Oscar de Melhor Animação, em 2016 – feito inédito para uma produção brasileira. A beleza de seus traços, a pluralidade de técnicas e a trilha sonora com Naná Vasconcelos e Emicida, entre outros aspectos, fazem do longa uma experiência tocante e inesquecível.

Moventes é um retrato particular sobre a migração de uma família nordestina, da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, para São Paulo, capital, suas mudanças, desafios, sentimentos e vazios. Neste curta de 11 minutos, o diretor se vale da vivência de sua família, de migrantes potiguares, para se conectar com fragmentos de uma história presente em diversas populações do mundo, para as quais o movimento é permanente e inevitável, assim como os sentimentos de dúvida, medo e esperança, que atravessa gerações.

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