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Cultura

Cia amazonense Buia Teatro realiza curta temporada de ‘Bertoldo’ em Belém (PA)

De 14 a 18 de outubro, trupe apresenta o premiado musical infanto-juvenil no palco da primeira unidade da Caixa Cultural inaugurada na Região Norte


Depois de percorrer diversas cidades brasileiras, a saga de “Bertoldo, o Tubarão que Queria Ser Gente – uma fábula brechtiana para crianças”, produzida pelo grupo amazonense Buia Teatro, está prestes a conquistar o público da capital paraense. Inspirado em um conto do poeta alemão Bertolt Brecht, o espetáculo que mergulha nas riquezas da infância contará com apresentações diárias de 14 a 18 de outubro em Belém (PA) pelo programa Caixa Cultural.

Fundador da Buia Teatro Company (em parceria com a atriz, figurinista e artista visual Maria Hagge), o diretor e dramaturgo Tércio Silva declara que toda a trupe é grata ao projeto desenvolvido pela Caixa Econômica Federal, que facilita o acesso a diversas manifestações artísticas. A nova temporada marca o encontro de uma companhia criada no Amazonas com a primeira unidade da Caixa Cultural inaugurada na Região Norte, em funcionamento desde outubro de 2025.

“Essa parceria permite que novos públicos se aproximem da produção teatral amazonense, contribuindo para ampliar a visibilidade e o reconhecimento dos talentosos artistas do nosso estado. Isso nos dá força para seguirmos com a convicção de que o teatro para as infâncias é urgente, necessário e capaz de transformar o mundo”, salienta.

Com dramaturgia de Christine Röhrig, direção e concepção de Tércio e músicas originais compostas em parceria com o argentino Gustavo Kurlat, a encenação de 55 minutos – que se consagrou como o “Melhor Espetáculo” da 10ª edição do Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças, organizado pelo Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ) – integra uma pesquisa da cia Buia Teatro sobre a possibilidade de aproximar a obra de Brecht do público infantil.

Na montagem, Bertoldo é um tubarão que deseja compreender o mundo dos homens. A partir desse mergulho simbólico, a peça abre espaço para refletir sobre empatia, poder, manipulação, humanidade e responsabilidade coletiva, sem subestimar a inteligência dos pequenos espectadores.

O espetáculo mistura palavras, canções, formas animadas e uma cenografia viva, com figurinos inspirados na obra do artista Arthur Bispo do Rosário. Segundo Tércio, a proposta da cia amazonense sempre foi unir arte e pensamento crítico, beleza e provocação, bem como dialogar com o presente, apostando na formação de plateias conscientes em todas as idades, por isso “Bertoldo – Estudo nº 1 ou O Tubarão que queria ser gente” trata de temas cruciais.

“É uma experiência que mexe com as emoções e convida o público a refletir, independentemente da idade. ‘Bertoldo’ nasceu do desejo de fazer perguntas difíceis de forma delicada. É uma obra que já alcançou muitos corações: estreou na 55ª edição do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT Rio Preto) e passou por cidades como Brasília, Curitiba, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro, graças ao apoio do projeto Caixa Cultural”, enfatiza.

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