O Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, referência do audiovisual na Região Norte, entra na reta final de sua oitava edição com uma programação que reúne filmes, debates e atividades de formação em Manaus. De sexta-feira (25) a domingo (27), produções da Amazônia e de outras regiões do país ocupam as telas do Teatro Amazonas e do Teatro Gebes Medeiros.

Foto: Laryssa Gaynett
Além das exibições, os debates seguem até domingo (27), sempre às 10h, no Teatro Gebes Medeiros, ampliando o encontro entre realizadores, profissionais do audiovisual e público. Nesta sexta-feira também chegam ao fim duas oficinas realizadas desde o início do festival.
A programação de filmes desta sexta começa às 14h, no Teatro Gebes Medeiros, com a mostra Olhar Panorâmico. Serão exibidos “Umassuma – Lascas de Memórias”, de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha (PA); “Carne Crua”, de Tarcísio Gabriel (PA); “Magrela”, de Gian Danton (AP); “Maior Que A Casa Toda”, de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti (RO); “Quem É Que Vai Nos Proteger Agora?!”, de Eric Max (AM); e “Ybi”, de Eliza Telles e Begê Muniz (AM).
Às 16h, a programação segue no Teatro Amazonas com a mostra Amazônia Curtas e Outros Nortes. A sessão reúne “Caldeirão”, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI); “Tião Personal Dancer”, de Aristótelis Tothi (GO); “Maira Porongyta – O Aviso do Céu”, de Kujãesage Kajabi (MT); “Crescente”, de Maurício Moraes (PA); e “A Terra das Estrelas Distantes”, de Felipe Aufiero (AM).
A mostra Amazônia Longas começa às 18h15 com “Empresário do 3º Mundo”, de Mateus Guzzo (PA). Às 20h30, entram em cena “3×4”, de Juliana Tizatto (AM), e “Terruá Pará”, de Jorane Castro (PA).
Formação e troca de experiências
Nesta sexta-feira, chegam ao fim duas atividades formativas iniciadas no dia 23. No Palácio Rio Negro, o multiartista Eugênio Lima ministrou o último dia da oficina “Aperfeiçoamento Artístico em Maquiagem”.
Voltada para artistas e maquiadores, a atividade promove qualificação técnica e artística em maquiagem cênica, respeitando saberes tradicionais e ampliando repertórios visuais e possibilidades de criação.
Com atuação contínua desde 2005, Eugênio trabalha nas áreas de visagismo, caracterização, maquiagem, coreografia e produção cultural. Com experiência em produções nacionais e internacionais de ópera, teatro, dança e cinema, desenvolve pesquisa que articula corpo, estética e dramaturgia, com atenção à expressividade, à diversidade e à cena amazônica contemporânea.
O último encontro da oficina “Montagem”, com Eduardo Resing também encerra hoje depois de dois dias de atividades no Sebrae LAB.
A atividade propõe uma reflexão sobre a montagem e a edição como gestos de criação, a partir de um exercício prático, investigando como diferentes combinações de um mesmo material bruto podem modificar a percepção de uma obra e revelar sentidos não necessariamente previstos durante a filmagem.
Eduardo Resing montou mais de 30 filmes, entre longas e curtas-metragens exibidos e premiados em festivais como Cannes, Rotterdam, Toronto, Mostra de São Paulo, Festival de Gramado, Festival do Rio e IDFA. Na televisão, editou telefilmes e séries para TV Globo, Canal Brasil e Globoplay. Entre seus trabalhos estão “Transition”, “O Lugar Mais Seguro do Mundo”, “Obeso Mórbido” e “El hombre que cuida”.
Sábado tem debate, curtas e longas
No sábado, a programação começa às 10h, no Teatro Gebes Medeiros, com debates dos filmes exibidos.
Às 16h, no Teatro Amazonas, a mostra Amazônia Curtas e Outros Nortes apresenta “Grão”, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS); “Kakxop Pahok: As Crianças Cegas”, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG); “Como Ler O Vento”, de Bernardo Ale Abinader e Sharon Hakim (CE/AM); “Poronga”, de Rafael Rogante (RO); e “A Pele do Ouro”, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR).
Às 18h15, a mostra Amazônia Longas exibe “Memória de Elefante”, de Severino Neto (MT). Às 20h30, a programação continua com “Kika Não Foi Convidada”, de Juraci Junior (RO), e “Jamary”, de Begê Muniz (AM).
Cinema amazonense encerra festival no domingo
O domingo marca o último dia da oitava edição. Às 16h, o Teatro Amazonas recebe “Concerto de Quintal”, de Juraci Junior (RO), dentro da programação de filmes convidados.
Às 18h, o festival se despede do público com uma produção amazonense. “Os Avós”, dirigido por Ana Lígia Pimentel (AM), é o longa escolhido para a sessão de encerramento no Teatro Amazonas.
A programação termina com a cerimônia de premiação, marcada para às 20h.


















