Às vésperas de um novo capítulo judicial relacionado à gestão do ex-governador Wilson Lima (União) durante a pandemia da Covid-19, a candidata ao Governo do Amazonas pela coligação “Mudar é Urgente” – PL/Novo, Professora Maria do Carmo, defende que as vítimas e suas famílias não sejam esquecidas. Para ela, a discussão ultrapassa a disputa política e envolve respeito e busca por justiça.

Imagens: Thiago Poncio/Assessoria Maria do Carmo Seffair
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para 2 de setembro o início do julgamento de um recurso apresentado pelo ex-governador na ação penal que investiga a compra de respiradores em loja de vinhos.
“Quem perdeu alguém na pandemia nunca esqueceu. E não pode ser esquecido”, afirma a Professora Maria do Carmo.
A candidata lembra que, em agosto de 2020, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) arquivou, por 12 votos a 6, o pedido de impeachment contra Wilson Lima pela atuação durante a crise sanitária e a aquisição de respiradores pelo Governo do Amazonas. Entre os parlamentares que votaram pelo arquivamento estava o atual governador Roberto Cidade (União), então deputado estadual.
Meses depois, Roberto Cidade assumiu a presidência da Casa. A relação política entre Cidade e Wilson Lima também foi acompanhada, nos anos seguintes, pelo crescimento dos contratos de empresas ligadas à família de Cidade com o Governo do Amazonas. Reportagem da Folha de S.Paulo, por exemplo, apontou que a Navegação Cidade recebeu R$ 8,1 milhões em contratos em 2020 e R$ 61,2 milhões em 2023.
Para a Professora Maria do Carmo nenhuma decisão judicial será capaz de reparar completamente a perda das milhares de famílias atingidas pela pandemia, mas ela defende que o esclarecimento dos fatos é fundamental para que a sociedade possa seguir adiante.
“Quem perdeu alguém não pode simplesmente virar a página. Não é sobre vingança. É sobre memória. É sobre respeito. É sobre Justiça. Porque nenhuma decisão vai trazer de volta quem nós perdemos. Mas a Justiça pode trazer respostas, pode fazer a verdade aparecer e pode dizer a cada mãe, a cada pai, a cada filho que perdeu alguém: a sua dor não foi esquecida”, reforça.
Ao defender o direito das famílias à memória e às respostas, a candidata afirma esperar que o Judiciário conduza o processo com independência e que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
“Eu espero que a Justiça seja feita. Por todos aqueles que partiram. E por todos aqueles que ficaram.”
Vidas perdidas
O Amazonas acumulou mais de 14.000 mortes confirmadas por Covid-19, sendo quase 10 mil em Manaus e mais de 4 mil nos municípios do interior.
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Imagens: Thiago Poncio/Assessoria Maria do Carmo Seffair

















