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O ‘pensamento fixo’ do Gabinete de Crise

Causa espanto a ’fixação' do Gabinete de Crise, que elaborou a Lista de Flexibilização de Manaus, na reabertura de lojas de joias, semi-joias e bijuterias


OPINIÃO DA EDITORA

Em meio a pandemia em Manaus, sem leitos para que os carros do SAMU deixem os doentes nos hospitais, sem respiradores (atenção: o secretário de saúde do Rio de Janeiro foi preso por causa da compra irregular de respiradores. Um sinal ou um aviso?), a cidade no ranking dos mais infectados no País é, no mínimo, curiosa a preocupação do Gabinete de Crise fazer constar, no 1º Ciclo da Flexibilização, a abertura de joalherias e relojoarias; no 2º Ciclo, o comércio de bijuterias e semi-joias; no 3º Ciclo, as lojas de bijuterias. Em sã consciência, meu Brasil, depois de mais de dois meses sem trabalhar, em confinamento, quem vai sair de casa, em desabalada carreira, para comprar joias, relógios e afins? Francamente! Suponho que, por motivos óbvios, infelizmente não acontecerá a flexibilização no dia 14 de maio. Portanto, vai dar tempo de ‘revisar’ os Ciclos e não dar ‘tanta bandeira’, gente fina!

PS – A Assembleia Legislativa autorizar a abertura das igrejas é uma contradição sem precedentes! Dois deputados sensatos votaram contra: Dermilson Chagas e Serafim Correa. O arcebispo de Manaus já avisou que as igrejas católicas não vão abrir.

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