A partir da próxima quinta-feira (4), a calçada do prédio anexo do Centro Cultural Casarão de Ideias (CCCI), na Barroso, bairro Centro, zona sul de Manaus, passa a receber, das 16h às 19h, o projeto ‘De tardinha tem tacacá na rua’, com as famosas e tradicionais tacacazeiras que, por muito tempo, ocuparam diversos espaços daquela região.

Foto: Casarão de Ideias/Assessoria de Imprensa
A ação, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), busca valorizar e salvaguardar o ofício de tacacazeiras, reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em novembro de 2025.
“A cultura das tacacazeiras é algo que está enraizado no Amazonas e, apesar disso, essas figuras tão ilustres foram perdendo espaço para grandes empreendimentos. Essa parceria tem por objetivo maior resgatar essa tradição que sempre foi muito forte no Centro de Manaus, mas, principalmente, possibilitar um espaço para que essas profissionais possam trabalhar e preservar essa tradição, e voltarem para esse território criativo, recuperando memória, cultura e afeto, pilares primordiais para nós que somos fomentadores do Centro”, comenta João Fernandes, diretor do Casarão de Ideias.
O projeto prevê que as tacacazeiras se revezem semanalmente na calçada do Casarão de Ideias para a venda do tacacá e transmissão dos saberes. Além disso, será uma das formas de fortalecer e ampliar o mapeamento e a organização do Coletivo de Salvaguarda e o Plano de Ações Específicas do Amazonas, presente em toda Região Norte.
Para a superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, a parceria representa uma forma concreta de transformar o reconhecimento em ação. “O registro é o ponto de partida, não o destino. Salvaguardar o ofício de tacacazeira significa garantir que esse saber continue vivo, valorizado e acessível. E iniciativas como essa são fundamentais para a sustentabilidade do patrimônio”, afirma ela.
Em novembro de 2025, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reconheceu oficialmente o ofício de tacacazeira como Patrimônio Cultural Brasileiro, inscrevendo-o no Livro de Registro dos Saberes do Iphan. O registro não é apenas uma homenagem. É um compromisso do Estado brasileiro com a proteção, a valorização e a continuidade desse saber.


















