A cia amazonense Circo Caboclo encerrou com sucesso a circulação regional do projeto “Viveiro Acrobático”, levando gratuitamente experiências de circo contemporâneo a diferentes territórios do Norte do Brasil. Entre oficinas e apresentações, a proposta passou por cidades do Amazonas (Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Presidente Figueiredo), do Acre (Rio Branco), do Pará (Belém, Santarém), de Roraima (Boa Vista) e do Tocantins (Taquaruçu, distrito de Palmas), unindo acrobacia, dança, teatro e música em escolas, praças e espaços culturais.
- Crédito das fotos: Cícero Benedito
- Crédito das fotos: Cícero Benedito
- Crédito das fotos: Cícero Benedito
Fundador da companhia, o artista, educador e produtor cultural Jean Winder explica que a primeira etapa do projeto aconteceu entre setembro e outubro do ano passado em instituições públicas de ensino do Amazonas. Já a segunda fase, realizada neste ano, ampliou o alcance da proposta ao público em geral, promovendo apresentações e oficinas em espaços de outras cidades da região Norte.
“Essa segunda fase permitiu uma troca completamente enriquecedora, garantindo uma ponte entre cidades amazônicas e artistas do Norte do país. Conseguimos conhecer profissionais da área e compartilhar experiências sobre as nossas realidades e os desafios enfrentados por quem produz arte fora dos grandes centros. Dentro desse panorama, percebemos ainda mais a importância das políticas públicas para fazer com que nossas produções possam existir e circular”, salienta.
Contemplada pelo Edital de Chamamento Público n° 03/2024 (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura) – executado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Conselho Estadual de Cultura (Conec), com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura –, a proposta artística reuniu oficinas de manipulação de objetos com bambolês, acrobacias de solo, tecido acrobático e apresentação do espetáculo homônimo.
- Crédito das fotos: Cícero Benedito
- Crédito das fotos: Cícero Benedito
- Crédito das fotos: Cícero Benedito
De acordo com Winder – que é formado pela Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro e pela Universidad Nacional de San Martín, localizada em Buenos Aires, Argentina –, a circulação representou um momento de fortalecimento tanto para a companhia quanto para o próprio circo produzido na Amazônia. Desde 2017, a Circo Caboclo desenvolve ações formativas, espetáculos e eventos culturais voltados à linguagem circense contemporânea, articulando pesquisa, criação artística e formação de público.
“Saímos fortalecidos dessa temporada, com a sensação de pertencimento e de reconhecimento da nossa própria presença dentro desse território amazônico. Foi uma experiência que reafirmou a importância de ocuparmos espaços que também pertencem aos artistas do Norte”, destaca.
- Fotos: Circo Caboclo
- Crédito das fotos: Cícero Benedito
A coordenação geral do projeto esteve a cargo de Winder, que também integrou o elenco ao lado de Paloma Blandina e Laísa Fonseca. A ficha técnica contou ainda com Chico Caboclo e Iavan Fonseca na assistência de produção, Leandro Alho no design, Cícero Benedito no audiovisual, Amanda Magaiver na produção, Marcela Pultrini como produtora local no Tocantins, Klaryson Willyams em Santarém, Vitoria Poene (Artemísia Produções) em Boa Vista, Sarah Jayne em Rio Branco e Yure Lee em Belém.
“Ao atravessar diferentes cidades da Amazônia brasileira, o ‘Viveiro Acrobático’ consolidou uma rede de encontros entre artistas, públicos e territórios, reafirmando o circo contemporâneo amazônico como potência criativa, estética e cultural no cenário nacional”, finaliza o fundador da Circo Caboclo.

Crédito das fotos: Cícero Benedito
—
Crédito das fotos: Cícero Benedito


























