Manaus foi palco do segundo ato nacional de celebração pelos 50 anos da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no sábado (28). A programação, realizada no Centro Cultural Palácio da Justiça e no Teatro Amazonas, reuniu artistas, gestores e coletivos teatrais de diferentes regiões do país para refletir sobre memória, continuidade e futuro das políticas públicas para as artes no Brasil.

Fotos: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
A ação, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, integrou o marco comemorativo do cinquentenário da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura, e reafirmou o papel da Funarte como articuladora de redes, fomentadora de iniciativas e guardiã das múltiplas expressões artísticas brasileiras.
“Seguiremos neste marco celebrativo de 50 anos ao lado de artistas, gestores e instituições, afirmando as artes como um ativo de direitos, liberdades e emancipação. A Funarte retomada é parte da construção do Brasil das Artes, com a missão de ampliar o acesso e fortalecer a participação social”, destacou a presidenta da Funarte, Maria Marighella.
A programação da tarde teve como eixo central a preservação da memória dos grupos teatrais brasileiros, apontada como prioridade no Encontro Nacional de Políticas para o Teatro realizado em 2025.
Durante a abertura, o gestor cultural Márcio Braz apresentou um dos próximos passos institucionais: o mapeamento nacional de grupos de teatro de ação continuada, que será realizado por meio da plataforma Rede das Artes.
“Vamos iniciar uma convocatória nacional para que coletivos compartilhem seus dados. Sabemos que somos muitos, movimentamos a economia, empregamos pessoas e estamos em todo o Brasil, mas isso precisa se tornar visível. A política pública precisa desses números para se sustentar”, explicou o gestor.

Fotos: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Na sequência, a roda de conversa “Grupos, Memória e Acervos do Teatro Brasileiro” reuniu representantes de coletivos históricos como: Grupo Galpão (MG); Bando de Teatro Olodum (BA); Cia Vitória Régia (AM); Grupo Imbuaça (SE); Tá na Rua (RJ); Teatro Experimental de Alta Floresta (MT); Ói Nóis Aqui Traveiz (RS).
A atriz Rosa Malagueta destacou a importância simbólica da realização do evento na região Norte. “Fazer parte dessa história com tantos artistas reunidos é muito bacana. Saber que a Funarte veio celebrar esses 50 anos na Amazônia, em Manaus, é muito prazeroso. Que venham mais 50 anos e que a gente continue fazendo cultura no Amazonas e no Brasil”, afirmou.
- Fotos: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
- Fotos: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
- Fotos: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Lançamentos
Encerrando a programação no Palácio da Justiça, foi lançado o livro “Por um Museu de Memórias da Cena”, resultado da pesquisa da “Ói Nóis Aqui Traveiz” sobre acervos de grupos longevos do teatro brasileiro.
O autor Clóvis Dias Massa destacou o caráter provocativo da obra. “O teatro é efêmero, mas algumas materialidades ficam: figurinos, cenários e objetos. O livro propõe pensar como lidar com isso como acervo, como memória. É uma reflexão sobre como preservar a experiência teatral diante de um tempo que valoriza apenas o que é produto”, explicou.
Na ocasião, também foi lançada a edição nº 22 da revista Cavalo Louco, ampliando o debate sobre documentação e permanência das artes da cena.
No palco do Teatro Amazonas
À noite, a celebração seguiu no Teatro Amazonas com a apresentação do premiado espetáculo Sebastião, do Ateliê 23.
Dirigida por Taciano Soares e Eric Lima, a montagem mergulha nas memórias do Bar Patrícia, primeiro reduto gay de Manaus na década de 1970, combinando relatos pessoais, números musicais e vivências LGBTQIAPN+, reafirmando o teatro como espaço de resistência e testemunho histórico.
Um passado que aponta para o futuro, Funarte
Instituída em 1975, a Funarte chega ao seu cinquentenário reafirmando a necessidade de políticas públicas estruturantes para as artes, entendidas como direito coletivo.
Ao reunir memória, escuta e produção artística em um mesmo ato, a celebração em Manaus não apenas revisitou trajetórias, mas projetou caminhos para a continuidade do teatro de grupo e para a consolidação de uma política cultural mais ampla, descentralizada e participativa no país.
Fotos: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

















![Ensaio dos Bumbás abre temporada 2026 de Caprichoso e Garantido em Manaus Sambódromo recebeu milhares de torcedores no sábado (28); Caprichoso busca retomar o título, enquanto Garantido foca no bicampeonato Os bois Garantido e Caprichoso abriram oficialmente a temporada bovina de 2026 no Sambódromo de Manaus. O evento reuniu milhares de torcedores em apresentações que anteciparam a acirrada disputa estratégica pelo título do Festival de Parintins. A festa no Sambódromo teve início às 21h com o "Bar do Boi Caprichoso", liderado por artistas como Edmundo Oran e Patrick Araújo, com o apoio da Marujada de Guerra. Focada em retomar a coroa do festival em 2026, a agremiação azul e branca aposta na inovação musical e promete manter um alto padrão de excelência estética. O amo do boi Caprichoso, Caetano Medeiros, ressaltou o nível de entrega do elenco logo na estreia da temporada: “As expectativas são as melhores possíveis. O Caprichoso sempre vem grandioso, trazendo uma apresentação de qualidade. Tivemos a presença dos nossos itens, da Marujada de Guerra, o elenco completo para fazer essa grande festa”. A partir das 22h30, a arena foi tomada pelo vermelho e branco com a estreia do "Curral do Boi Garantido", reunindo astros como Israel Paulain e David Assayag, embalados pela Batucada. O clima entre os encarnados é de foco absoluto na excelência cultural para garantir a segunda vitória consecutiva na arena. O presidente da agremiação, Fred Góes, foi direto sobre a principal meta do ano: “O Garantido se prepara para ser bicampeão”. Reforçando o otimismo do Boi do Povão, o apresentador e levantador Israel Paulain exaltou a preparação musical, destacando uma estratégia focada na alegria e na "brincadeira de boi", sem ofensas ao contrário. “O objetivo é de uma temporada vitoriosa, consagrando o bicampeonato. O nosso álbum já está na boca da galera, é lindo ver e ouvir todo mundo cantando, e isso vai nortear o nosso caminho rumo a mais um título”, garantiu. Os ensaios realizados na capital amazonense funcionam não apenas como celebração, mas como uma verdadeira vitrine e laboratório tático para a disputa na Ilha Tupinambarana. A noite também foi marcada por fortes emoções entre os itens oficiais, a exemplo da apresentação de Marcela Lobo, cotada para assumir o posto de Sinhazinha da Fazenda no Garantido. “Estou muito feliz pelo convite [...] Sei que é uma oportunidade de dançar para toda a Galera Vermelha e Branca, e também para a nação adversária", declarou a artista.](https://portalmazemourao.com.br/wp-content/uploads/2026/03/s-1-scaled-500x320.jpg)




