O joelho está entre as articulações mais exigidas do corpo humano e, por isso, dores e estalidos na região figuram entre as queixas mais frequentes em atendimentos de fisioterapia. As causas variam de acordo com a idade e o estilo de vida, mas alguns diagnósticos são recorrentes. Com avaliação adequada e acompanhamento profissional, é possível conviver com essas condições mantendo autonomia e qualidade de vida.

Imagem: Enviado pela Assessoria de Imprensa/Reprodução
A fisioterapeuta Sheila Ramos, docente do curso de Fisioterapia da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, detalha as principais patologias nessa área e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “Os diagnósticos mais recorrentes nos consultórios são a condromalácia patelar (desgaste da cartilagem), as lesões de menisco, as tendinites e a osteoartrose”, enumera.
Sheila Ramos explica que, muitas vezes, a dor no joelho é o reflexo de desequilíbrios em outras partes do corpo. “A fraqueza dos músculos do quadril ou alterações na pisada, por exemplo, podem fazer com que o joelho funcione como um ‘fiel da balança’, absorvendo sobrecargas externas”, diz.
Ela acrescenta que as causas dessas condições são multifatoriais. “Enquanto em jovens e atletas predominam as lesões traumáticas e o esforço repetitivo, em pessoas idosas o principal fator é o processo degenerativo natural”, descreve.
Ainda assim, diz ela, fatores associados ao estilo de vida contemporâneo, como o sedentarismo — que leva à diminuição da massa muscular e deixa a articulação desprotegida — e a obesidade, que aumenta a pressão sobre as cartilagens, têm antecipado o surgimento de dores e limitações funcionais.
A professora da Afya alerta que a prevenção passa, necessariamente, pelo movimento consciente. “Prevenir não significa parar de se exercitar, mas preparar o corpo de forma adequada”, ressalta. Ela reforça que manter a musculatura da coxa, especialmente o quadríceps, e dos glúteos fortalecida é essencial para que esses músculos atuem como uma espécie de “armadura” de proteção para os joelhos. O controle do peso corporal também é apontado como fator decisivo para reduzir a sobrecarga diária sobre a articulação.
Em relação ao tratamento, Sheila destaca que a abordagem atual vai além do alívio imediato da dor. Segundo ela, a fisioterapia moderna trabalha com foco na funcionalidade global do paciente, utilizando recursos como a cinesioterapia, com exercícios específicos para ganho de força e estabilidade; a eletrotermofototerapia, que inclui tecnologias como o laser para o controle de inflamações agudas; e a educação em dor, orientando o paciente sobre hábitos e posturas no dia a dia para evitar recidivas.
Essa visão integrada do cuidado também orienta a formação dos estudantes do curso de Fisioterapia da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru. Ofertado no formato semipresencial, o curso alia a flexibilidade do ensino a distância a atividades práticas presenciais, realizadas em laboratórios modernos, consultórios-escola e campos de prática que simulam a realidade profissional.
A diretora geral da Afya de Manacapuru, Karen Ribeiro, destaca que a estrutura da instituição foi pensada para garantir uma formação conectada às necessidades da atualidade. “Contamos com laboratórios equipados, centro de simulação em saúde, espaços multidisciplinares e metodologias ativas de ensino, que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem desde os primeiros períodos”, afirma.
“Nosso objetivo, inclusive na formação acadêmica, é olhar o paciente de forma integral, tratando a causa do problema e devolvendo qualidade de vida e autonomia funcional”, frisa.


















