A dor de cabeça está entre os problemas de saúde mais comuns entre os brasileiros, mas nem sempre recebe a atenção necessária. Além do desconforto, o local onde a dor se manifesta pode indicar causas distintas e exigir cuidados específicos. Sintomas na nuca, na testa ou nas laterais da cabeça, por exemplo, estão associados a diferentes tipos de cefaleia — que vão desde quadros ligados ao estresse até condições neurológicas mais complexas.

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A enxaqueca é um dos principais exemplos. Considerada uma doença neurológica incapacitante, ela afeta mais de 31 milhões de brasileiros em idade produtiva, com maior prevalência entre mulheres, segundo dados do Global Burden of Disease, da revista Lancet.
“É importante saber identificar o tipo de dor para adotar o tratamento mais adequado e evitar a automedicação inadequada”, afirma Jhonata Vasconcelos, supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio. De acordo com ele, existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, cada uma com características e gatilhos próprios.
Entre as mais comuns, a cefaleia tensional costuma atingir os dois lados da cabeça e provoca sensação de pressão ou aperto, geralmente relacionada ao estresse, tensão muscular e má postura. Já a enxaqueca se manifesta como uma dor latejante, normalmente em um lado só, que pode piorar com atividades físicas e vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
Outro tipo recorrente é a cefaleia cervicogênica, caracterizada por dor na nuca e na parte posterior da cabeça, frequentemente associada a problemas na coluna cervical, como tensões musculares ou alterações articulares. Há ainda os casos relacionados à sinusite, em que a dor se concentra na testa, nas bochechas e atrás dos olhos, com piora ao abaixar a cabeça e presença de sintomas como congestão nasal e coriza.
Segundo o farmacêutico, identificar corretamente a origem da dor é essencial para evitar complicações. “A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico correto e até agravar o problema”, alerta.
A conscientização sobre os diferentes tipos de cefaleia ganha destaque com a aproximação do Dia Nacional de Combate à Cefaleia, celebrado em 19 de maio. A data foi instituída pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) para alertar a população sobre a importância do diagnóstico correto e os riscos da automedicação — um hábito ainda comum entre os brasileiros e que pode trazer prejuízos à saúde quando feito sem orientação.
Tratamento adequado
O tratamento das dores de cabeça varia conforme a causa e deve ser orientado por um profissional de saúde. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser indicados em alguns casos, assim como medicamentos específicos para enxaqueca, sempre com prescrição adequada.
Além do uso de medicamentos, mudanças no estilo de vida desempenham papel fundamental na prevenção e no controle das crises. “Controlar o estresse, manter uma boa postura, se alimentar e se hidratar bem, ter um sono de qualidade e praticar atividades físicas regularmente são medidas que ajudam a evitar diversos tipos de dor de cabeça”, recomenda Vasconcelos.
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