Lidar com a dor de cabeça nem sempre é uma tarefa fácil, mas é possível encontrar na fisioterapia uma poderosa aliada no combate a esse desconforto. A ferramenta terapêutica pode melhorar a frequência, a duração e a intensidade do incômodo que afeta cerca de 40% da população mundial, conforme estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foto: Arquivo Pessoal
Mestre em Ciências da Reabilitação, com especialização em Dor pelo Hospital Albert Einstein, a fisioterapeuta Joelma Magalhães explica que existem mais de 200 tipos de dores de cabeça classificados pela International Headache Society (IHS) e que, geralmente, são divididos em cefaleias primárias (quando são a condição principal) e secundárias (quando são sintomas de outra doença).
De acordo com a especialista, que compartilha diversas informações em seu perfil no Instagram (@dra.joelma.magalhaes), o fisioterapeuta é um dos profissionais capacitados para avaliar, diagnosticar e tratar essas dores e a identificação correta do tipo de cefaleia é essencial para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
“Se você tem um paciente que sofre com dor de cabeça, precisa saber quais sinais e sintomas ele apresenta para identificar o tipo de cefaleia em que pode se enquadrar. As mais comuns são: cefaleia do tipo tensional, caracterizada por uma dor leve a moderada, geralmente descrita como a sensação de uma faixa apertada ao redor da cabeça; cefaleia em salvas, um tipo de dor intensa, unilateral e extremamente incapacitante; e a enxaqueca, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça moderada a severa, algumas vezes acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. Quando identificamos corretamente o tipo de cefaleia, conseguimos estabelecer um bom diagnóstico e um tratamento eficaz”, pontua.
Joelma enfatiza que, dentro de uma abordagem multimodal e multiprofissional, as intervenções fisioterapêuticas podem melhorar a frequência, a duração e a intensidade das crises de dor de cabeça em mais de 50% dos casos. Além disso, segundo ela, muitos pacientes que sofrem com esse desconforto apresentam disfunções como pontos gatilho, dor, tensão muscular e sensibilidade na face, no pescoço e na região do trapézio, tornando ainda mais necessárias as técnicas direcionadas à cabeça e ao pescoço.
“Técnicas como relaxamento, fortalecimento muscular, terapias manuais, mobilizações vertebrais e educação em dor podem auxiliar no tratamento dos mais diversos tipos de dor de cabeça. Estudos já demonstram que a terapia medicamentosa associada à fisioterapia e/ou ao exercício físico individualizado e prescrito apresenta maior eficácia na redução das cefaleias. Por isso, o tratamento deve ser multimodal e multiprofissional, abrangendo desde terapias medicamentosas específicas até recursos voltados à reabilitação física e às modificações comportamentais que contribuam para a redução ou remissão do quadro doloroso. Isso inclui reeducação alimentar, higiene do sono, prática regular de exercício físico e redução do consumo de cafeína, álcool e mudanças diversas no estilo de vida”, assevera a especialista, que atua há 18 anos no mercado e é referência no Amazonas em disfunções, cirurgias e tratamento da dor na região de cabeça e pescoço.
Qualidade de Vida
A fisioterapeuta — que também publica artigos sobre o tema em seu site (drajoelmamagalhaes.com.br) — destaca que sentir dor de cabeça frequente não é normal e que é preciso estar atento aos sinais emitidos pelo próprio organismo.
“Nosso corpo avisa quando há algo errado, mas muitas pessoas só procuram ajuda quando o quadro está agravado. Já acompanhei pacientes que passaram mais de 40 anos sofrendo com dores de cabeça. Felizmente, encontraram na fisioterapia a oportunidade de recuperar sua qualidade de vida”, observa.
De acordo com a especialista, a intervenção fisioterapêutica pode tanto reduzir significativamente os sintomas quanto ser verdadeiramente resolutiva em determinados casos. “A mudança começa quando você decide cuidar de si. Se a dor de cabeça está atrapalhando sua rotina, seu sono, seu trabalho ou sua qualidade de vida, procure um fisioterapeuta ou médico especializado em cefaleias. Com o diagnóstico correto e um tratamento adequado, é possível viver com mais qualidade e menos dor”, finaliza.


















