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Moda & Beleza

Tendências da Paris Fashion Week que já podem ser encontradas no Brasil

Juliana Frasca, diretora de Estilo da Renner, aponta quais apostas vistas na Semana de Moda francesa já aparecem em coleções por aqui


O que aparece nas passarelas internacionais nem sempre vai chegar ao guarda-roupa só na próxima temporada. Na Paris Fashion Week, que aconteceu na capital francesa entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro, diferentes grifes apresentaram propostas que já começam a ganhar espaço em coleções no Brasil. Entre os destaques estão a alfaiataria mais fluida, a transparência, as silhuetas ajustadas, os acabamentos metalizados e as composições que combinam camadas e texturas.

Para Juliana Frasca, diretora de Estilo da Renner, esse movimento reflete um momento de transição no calendário, em que diferentes proporções e códigos coexistem e convivem nas produções.

“Em Paris, não somente nas passarelas, mas também nas ruas, observei muito uma moda mais ajustada, com sobreposição de camadas para construir e levantar a silhueta. Entendo que estamos entrando em uma temporada que mescla uma moda mais arrumada, sem ser excessivamente formal, com elementos que deixam o look mais descomplicado”, ela explica.

A partir desse olhar, confira cinco apostas vistas em Paris que já podem ser incorporadas aos looks das brasileiras:

1. Alfaiataria fluida

Foto: Renner

A alfaiataria aparece renovada, com construções que preservam a estrutura característica do tailoring, mas ganham movimento por meio de tecidos mais leves e modelagens menos rígidas. Em vez de um visual inteiramente formal, a proposta combina peças de diferentes pesos e caimentos, criando uma leitura mais contemporânea para o clássico.

“Vemos também calças e blazer sendo cada vez mais usados não só com camisas, mas com regatas e outras peças de caimento solto. A combinação entre itens tradicionalmente associados ao ambiente formal e itens mais descontraídos ajuda a atualizar a alfaiataria e favorece produções mais versáteis para o dia a dia”, comenta.

 

2. Transparência

Foto: Renner

“Percebi que a transparência também ganhou espaço nas coleções apresentadas, deixando de aparecer apenas como detalhe para assumir maior protagonismo. Tecidos leves e translúcidos entram em composições que exploram diferentes níveis de exposição, criando contraste entre o que fica à mostra e o que permanece coberto”, pontua Juliana.

No guarda-roupa brasileiro, a proposta pode aparecer de maneira mais fácil de adaptar à rotina, especialmente por meio das sobreposições. Camisas e blusas transparentes usadas sobre regatas, vestidos combinados a bases mais estruturadas e saias de tecidos translúcidos acompanhadas de tops são algumas das possibilidades.

 

3. Moda mais ajustada

Foto: Renner

Depois de temporadas marcadas por volumes amplos e modelagens oversized, as silhuetas ajustadas voltam a ganhar espaço. “Notei muito uma estética com modelagens mais próximas ao corpo, em peças como blazers acinturados, vestidos de shape enxuto e calças de alfaiataria de pernas retas ou mais sequinhas”, explica.

No Brasil, a tendência ganha força principalmente no vestuário urbano e corporativo. As coleções nacionais traduzem isso em roupas com elastano, tecidos leves e modelagens inteligentes que garantem conforto e liberdade de movimento sem perder o caimento ajustado desta estética.

 

4. Metalizado como ponto de luz

Foto: Renner

O glamour reluzente do ouro e dos tecidos com acabamento metalizado dominaram os desfiles. No mercado brasileiro, essa tendência ganha força não apenas em vestidos e saias para a noite, mas também em acessórios, sapatos metalizados e peças de tricô com fios reluzentes para o dia a dia.

 

5. Mistura de texturas e sobreposições de camadas

Foto: Renner

Mais do que apostar em um único material, os desfiles de Paris mostram uma moda interessada no contraste entre superfícies. Isso também será uma das chaves da Primavera-Verão no Brasil. Tecidos fluidos aparecem ao lado de tricô, nylon e materiais mais encorpados, enquanto diferentes texturas são usadas para criar contraste. “A ideia é criar composições que convidam à interpretação e à conexão com a percepção pessoal”, explica Juliana.

O resultado é uma temporada em que diferentes proporções, superfícies e acabamentos convivem no mesmo guarda-roupa. Das silhuetas mais ajustadas aos volumes construídos por meio das camadas, as referências vistas em Paris já encontram espaço para ganhar novas versões no Brasil.

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