“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, longa-metragem de animação brasileiro dirigido e roteirizado por Brenda Lígia e Edu Felistoque, é selecionado para o Festival de Brasília, que acontecerá de 11 a 19 de setembro. O filme será apresentado na Mostra Brasília – Troféu Câmara Legislativa. “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” fez sua estreia mundial na mostra competitiva do 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF), um dos mais importantes eventos cinematográficos da Ásia, que foi realizado em junho, na China.

Imagem: Cartaz do Filme/Amadeo
A obra marca a estreia de Brenda Lígia no universo da animação em longa-metragem. Reconhecida por sua trajetória no cinema, na televisão e no teatro, a artista já atuou em 17 longas-metragens, 12 séries de TV e 10 espetáculos teatrais, além de acumular prêmios nacionais e internacionais como atriz e diretora. Brenda assina a direção e o roteiro ao lado do cineasta Edu Felistoque. ” Amadeo e O Hipotético Mundo Novo” conta com o patrocínio do BNDES, com o Apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF) e com a Realização do Governo do Distrito Federal através da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
“É uma alegria imensa estrear no Brasil Amadeo e o hipotético mundo novo na 59ª edição do Festival de Cinema de Brasília, um dos mais importantes e tradicionais do país. Como diretora de um longa de animação que coloca um cientista africano no centro da narrativa e celebra o protagonismo negro, sinto que ocupar esse espaço é uma enorme conquista. Espero que Amadeo toque o coração de crianças de todas as idades, dos 2 aos 90 anos. Acredito que a animação pode ressignificar memórias e abrir caminhos para novas gerações. Depois da nossa linda estreia mundial na China, no Shanghai International Film Festival, estamos chegando à capital do Brasil. É isso que o cinema faz: atravessa fronteiras, aproxima histórias e conecta pessoas”, destaca Brenda Ligia.
O cineasta Edu Felistoque fala sobre o novo filme: “‘Amadeo e o Hipotético Mundo Novo’ aborda um tema extremamente importante e delicado, e eu precisava de alguém que me dirigisse nesse sentido. Alguém que trouxesse olhares que eu, com certeza, não alcançaria, por não viver de fato a realidade de ser uma pessoa de pele preta. Conheci a diretora Brenda Lígia pessoalmente, quando a dirigi no longa de ficção “Amado”, em Ceilândia, no DF. Eu já acompanhava o seu trabalho como atriz no cinema e também pelas conversas que tinha com o amigo e cineasta Rogério de Moura, um dos fundadores do movimento “Dogma Feijoada”, que também já a havia dirigido. Me aproximei ainda mais da arte da Brenda, quando assisti aos documentários que dirigiu. Mas foi no set de ‘Amado’ que ela me disse uma frase que me marcou muito e que me fez convida-la pra essa obra: ‘Edu, não basta não ser racista, tem que ser antirracista’.”
No ano em que completam 200 anos do registro da primeira fotografia permanente, “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, é uma animação 2D que mistura aventura, humor, romance e crítica histórica ao retratar o Brasil escravocrata do século XIX. A trama hipotética acompanha Amadeo, um jovem africano sensível e genial que inventa a câmera fotográfica antes dos europeus. Em meio aos tristes fatos da época, ele utiliza sua criação para ajudar e divulgar a necessária libertação de pessoas escravizadas, enquanto vive um amor impossível pela filha de um poderoso barão.
O filme conta com um elenco de vozes que reúne atores como Sérgio Menezes, Edmilson Filho, Naruna Costa, Paolla Oliveira, Antônio Fagundes,, Mateus Solano, Tiago Abravanel, Adriana Lessa, Igor Cotrim, Dexter – O oitavo Anjo, Léa Garcia e a própria Brenda Lígia, entre outros nomes.
Além da direção de Brenda Lígia e Edu Felistoque, que também assina o roteiro, o longa tem direção de arte e de animação assinada por Everton Amorim, artista pernambucano residente em Caruaru no interior do estado, com experiência em produções nacionais e internacionais de animação. O talento atuante no mercado, é sócio da Sagui Studio e CEO da Refúgio Onírico, produtora voltada para documentários e projetos audiovisuais independentes.
A participação de “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, no Festival de Brasília ressalta a trajetória da produtora do longa, Felistoque Cinema, com a administração de Denise Castelhano e do cineasta Edu Felistoque, e também da empresa coprodutora, Sol de Barros Filmes, gerida por Solange de Barros, ambas empresas sediadas em Brasília. As duas empresas produtoras têm como um dos objetivos estratégicos impulsionar o polo audiovisual de Brasília, dedicando-se ao desenvolvimento de projetos que valorizam a diversidade e a riqueza de narrativas reais e ficcionais. Seus sócios atuam na indústria audiovisual brasileira há mais de 35 anos, sendo premiados nacional e internacionalmente por seus trabalhos em cinema, televisão e plataformas de streaming.
“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” tem distribuição da Downtown Filmes e produção da Felistoque Cinema, em coprodução com Sol de Barros, Refúgio Onírico, Sagui Studio, Assum Filmes, Martinelli Filmes, Guarnicê Produções e Dream Box.
Ficha Técnica:
Diretores e roteiristas: Brenda Lígia e Edu Felistoque
Produção: Felistoque Cinema
Coprodução: Sol de Barros Filmes, Refúgio Onírico, Sagui Studio, Assum Filmes, Martinelli Filmes, Guarnicê Produções e Dream Box
Distribuição: Downtown Filmes
Direção de Arte e de Animação: Everton Amorim
Trilha Sonora: Guilherme Picolo
Sinopse
Amadeo é um jovem africano sensível e genial que inventa a câmera fotográfica antes dos europeus. Tudo sobre sua invenção seria mais fácil e maravilhoso se não tivesse acontecido no século XIX no Brasil — o último país das Américas a abolir a escravidão. Amadeo nutre uma paixão proibida por Linda, uma jovem idealista apaixonada pela ciência e pela arte. Para aliviar as dores desse amor, o jovem cientista se dedica ainda mais ao desenvolvimento da câmera fotográfica.


















