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MP acompanha adequação da estrutura da Guarda Civil Municipal de Canutama

Procedimento administrativo apura deficiências estruturais e requisita informações sobre instalações, equipamentos, frota, armamentos e previsão orçamentária


Visando acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, as políticas públicas e instituições, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Canutama, instaurou procedimento administrativo de acompanhamento de políticas públicas para fiscalizar a adequação material, institucional e operacional da Guarda Civil Municipal da cidade.

Foto: Tiago Corrêa/UGPE

A portaria foi instaurada no âmbito da Notícia de Fato nº 278.2026.000014, iniciada a partir do Ofício nº 012/2025, encaminhado pela própria corporação. O documento aponta que a Guarda Civil Municipal opera de forma precária, sem sede própria, com frota inexistente ou inadequada e deficiência no fornecimento contínuo de fardamentos e equipamentos de proteção individual (EPIs).

De acordo com a Promotoria, a adoção de medidas extrajudiciais busca superar a omissão administrativa e assegurar a estruturação legal, material e operacional da Guarda Civil Municipal, garantindo condições adequadas para o desempenho de suas atribuições.

“A ausência de aparelhamento material e logístico adequado não apenas inviabiliza a eficiente prestação do serviço público de segurança preventiva em prol da sociedade, mas expõe os agentes públicos a um risco acentuado e incompatível com os parâmetros constitucionais de proteção ao trabalhador”, destaca trecho da portaria assinada pela promotora de Justiça Maria Cynara Rodrigues Cavalcante.

Para auxiliar a apuração, o MPAM solicitou à Prefeitura de Canutama que apresente informações detalhadas, acompanhadas da documentação comprobatória, sobre a estrutura e o funcionamento da Guarda Civil Municipal, incluindo:

– Estrutura física

– Equipamentos e fardamento;

– Frota de veículos;

– Armamentos;

– Mecanismos de controle;

– Previsão orçamentária destinada à corporação.

Foto: Tiago Corrêa/UGPE

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