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Cinema

Cinco da tarde

Drama familiar sobre uma amizade improvável e descobertas na juventude estreia hoje nos cinemas


Um bom roteiro e duas jovens atrizes. Às vezes é tudo o que se precisa para contar uma boa história. Izabella Faya e Fernanda Reznik estão no elenco de “Cinco da Tarde”, terceiro longa de ficção do diretor e roteirista Eduardo Nunes, que estreia amanhã nos cinemas.

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Fonte: Cinco da Tarde/3 Tabela Filmes e Bando À Parte

Falar de distanciamento social, traumas, perdas e silêncios durante a juventude parece uma tarefa que já está no DNA de qualquer drama focado na adolescência. Fugir dos clichês é o mais difícil, e “Cinco da Tarde” faz isso com maestria.

A belíssima fotografia em preto e branco de Mauro Pinheiro Jr., com breves momentos de cor, nunca gratuitos e sempre integrados à narrativa, transforma o filme em um deleite para o olhar. Acompanhamos a história de Anabel, uma jovem de 17 anos perdida após a morte da avó, que, de certa forma, força uma amizade com sua vizinha, Meiko. A aproximação entre as duas é retratada com sensibilidade, em uma trama na qual pequenos gestos se tornam essenciais.

As locações (uma igreja, um apartamento e uma praça) quase sempre vazias, por onde as personagens transitam, acentuam a solidão e revelam o quanto Bel e Meiko dependem uma da outra para atravessar o luto.

A forma inventiva de misturar passado e presente, sem recorrer a fórmulas gastas, faz o filme ganhar ares de experimentação sem nos afastar da história. Uma produção acertada da 3 Tabela Filmes e Bando à Parte.

haroldomourao.substack.com

@tudosobreroteiro

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