Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, o maior número da última década. Apenas nos três primeiros meses deste ano, a Justiça concedeu um volume recorde de medidas protetivas: uma a cada dez minutos.

Créditos: Olhar Filmes
Esses dados aterradores ajudam a dimensionar o contexto de violência contra a mulher que atravessa “Doutor Monstro”, novo filme do diretor e roteirista Marcos Jorge, estrelado por Taís Araújo. A produção, que abriu o Festival de Recife, foi inspirada em um caso que marcou a crônica policial brasileira envolvendo um renomado cirurgião plástico, interpretado por Marat Descartes, que confessou ter assassinado e esquartejado uma ex-paciente.
No centro da trama está uma promotora de justiça vivida por Taís Araújo. Sua missão é obter a condenação do acusado em um julgamento que, apesar da confissão, se mostra mais complexo do que o esperado, exigindo que ela enfrente não apenas a estratégia da defesa, mas também a disputa de versões alimentada pela cobertura da imprensa.
Segundo Marcos Jorge, que assina o roteiro ao lado de Bernardo Rennó, “Doutor Monstro” discute como diferentes interesses podem influenciar a percepção dos fatos e dificultar a busca por justiça. O cineasta é conhecido por “Estômago” (2007), incluído na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
O elenco conta ainda com Guilherme Weber, Marcelina Fialho, Duílio De Pol, Paulo Matos, Bárbara Passos e Uyara Torrente.
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