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OAB-AM elege lista sêxtupla histórica e paritária para o TJAM

Liderada por Giselle Falcone, votação define os seis advogados para o Quinto Constitucional e encerra meses de judicialização e impasses


A Ordem dos Advogados do Amazonas (OAB-AM) definiu na última quinta-feira (14) a lista sêxtupla para a vaga do Quinto Constitucional no TJAM. A escolha foi feita na Arena da Amazônia por consulta direta à advocacia para preencher o cargo de desembargador, formando uma lista inédita com paridade de gênero após meses de judicialização.

Imagem: OAB-AM

A votação ocorreu das 9h às 17h, contou com ampla participação da classe e selou um marco histórico ao eleger três advogadas e três advogados. A lista é encabeçada por Giselle Falcone, que conquistou 2.214 votos. Em seguida, foram escolhidos Marco Aurélio Choy (1.927 votos), Carlos Alberto (1.482 votos), Aniello Aufiero (1.376 votos), Grace Benayon (1.309 votos) e Carmem Romero (1.220 votos).

Sublinhando a organização e o ineditismo do momento, o presidente da OAB Amazonas, Jean Cleuter, avaliou o peso democrático da consulta:

“Hoje a advocacia amazonense deu mais uma demonstração de maturidade institucional e compromisso com a democracia. Tivemos uma eleição transparente, organizada e marcada pela participação efetiva da classe. Também vivemos um momento histórico com a formação de uma lista paritária, assegurando representatividade e fortalecendo ainda mais a advocacia amazonense”, afirmou.

A partir de agora, o processo de seleção avança para a próxima etapa institucional. A lista sêxtupla será enviada ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que terá a missão de reduzir a relação para três nomes. Posteriormente, essa lista tríplice será entregue ao governador do estado, Roberto Cidade, que fará a escolha e a nomeação do novo desembargador representante da advocacia.

Adiamentos

A consolidação desta etapa encerra um período de severa judicialização que provocou dois grandes adiamentos no pleito. A eleição paralisou inicialmente em dezembro de 2025, devido a um “stop” do Conselho Federal da OAB motivado pelo conselheiro Jairo de Oliveira Souza, que cobrou a análise rigorosa sobre a elegibilidade e o tempo de exercício profissional dos candidatos.

Remarcado, o certame sofreria um novo revés a quatro dias da votação, quando uma liminar da Justiça Federal suspendeu a eleição do dia vinte e nove (29) de março de 2026. A ação, movida pela candidata Caroline Frota, questionou falhas no edital e ausência de julgamentos de recursos. Foi necessário um acordo institucional firmado em abril, garantindo prazo hábil antes do limite do dia seis (6) de junho imposto pelo TRE-AM para o uso das urnas.

Superados as disputas administrativas e judiciais, o processo converge integralmente para os seis advogados eleitos, que agora compõem e estratégica lista em busca da vaga no TJAM.

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