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Janeiro Roxo reforça combate e prevenção da hanseníase

A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, combater o preconceito histórico e incentivar a procura pelos serviços de saúde, uma vez que a hanseníase tem cura


Com a chegada do Janeiro Roxo, campanha anual dedicada à conscientização, prevenção e combate à hanseníase, reforça-se a importância da informação, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença.

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Imagem: Retirada do site do Ministério da Saúde

 

A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, combater o preconceito histórico e incentivar a procura pelos serviços de saúde, uma vez que a hanseníase tem cura.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, os olhos e a mucosa nasal. Entre os principais sinais estão manchas claras ou avermelhadas na pele com perda de sensibilidade, além de dormência e fraqueza muscular. Quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode evoluir para incapacidades físicas permanentes.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia, o que reforça a relevância do tema como um importante problema de saúde pública. Ainda cercada por mitos e estigmas, a doença está fortemente associada a condições sociais, econômicas e ambientais desfavoráveis.

A alta endemicidade dificulta a interrupção da transmissão, tornando essencial o fortalecimento de ações estratégicas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. A campanha Janeiro Roxo destaca que o tratamento é gratuito, eficaz e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Dr. Luis Enrique, a falta de informação ainda é um dos principais obstáculos no enfrentamento da doença.

“A hanseníase tem cura e, quando diagnosticada precocemente, é possível evitar sequelas. Muitas vezes, por não causar dor ou incômodo, a pessoa acaba adiando a procura por atendimento. Por isso, é fundamental buscar avaliação médica ao perceber manchas persistentes que não melhoram com o tempo”, alerta. O médico também reforça que o preconceito precisa ser combatido.

“A hanseníase não tem relação com falta de higiene e não deve gerar discriminação. O tratamento é gratuito, eficaz e, após o início da medicação, a pessoa deixa de transmitir a doença, podendo manter sua rotina normalmente”, explica.

Historicamente conhecida como “lepra” termo abolido de documentos oficiais desde 1995 por carregar forte estigma, a hanseníase ainda enfrenta barreiras relacionadas à desinformação. Iniciativas de capacitação de profissionais de saúde e campanhas educativas, como o Janeiro Roxo, são fundamentais para ampliar o conhecimento da população, promover o cuidado humanizado e fortalecer o enfrentamento de uma doença que ainda exige atenção contínua no Brasil.

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