A fisioterapia pélvica tem ganhado cada vez mais espaço por ajudar a prevenir e tratar disfunções que impactam diretamente a qualidade de vida, especialmente das mulheres. Entre os problemas mais comuns estão a incontinência urinária, o prolapso (quando um órgão se desloca de sua posição) e dores pélvicas persistentes.

Foto: enviada pela assessoria de imprensa
A especialidade trabalha o fortalecimento do assoalho pélvico, um conjunto de músculos e ligamentos que sustenta órgãos internos e influencia funções essenciais do dia a dia, como o controle urinário, a evacuação e até a estabilidade do corpo.
Com o avanço das pesquisas e de novas tecnologias, a área vem crescendo e atraindo cada vez mais pessoas em busca de bem-estar, explica a fisioterapeuta Sheila Ramos, professora da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru.
Segundo ela, dados da International Continence Society (ICS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que uma em cada três mulheres terá episódios de perda urinária ao longo da vida, enquanto até metade das gestantes pode apresentar algum grau de disfunção pélvica no período pré ou pós-parto.
Pesquisas da European Association of Urology (EAU), por sua vez, indicam que cerca de 20% dos homens dos pacientes que passam por cirurgia de próstata enfrentam alterações no controle urinário nos meses seguintes ao procedimento. A World Federation of Incontinence Patients (WFIP) estima que mais de 300 milhões de pessoas convivam com disfunções relacionadas ao assoalho pélvico em diferentes países.
Segundo a especialista, a fisioterapia pélvica oferece resultados que mudam rotinas e devolvem confiança.
“Esse cuidado devolve autonomia, melhora funções comprometidas e transforma trajetórias. É uma área que amplia o bem-estar de forma muito significativa”, afirma. Gestação, envelhecimento, cirurgias ginecológicas ou urológicas e até obesidade podem desencadear alterações que exigem acompanhamento profissional.
Entre os recursos aplicados na reabilitação estão exercícios de Kegel, que fortalecem fibras musculares e reduzem riscos associados ao parto, além do biofeedback, ferramenta que fornece retorno visual ou auditivo da contração pélvica. A professora Sheila observa que “em determinadas situações, eletroestimulação e ajustes comportamentais complementam o manejo clínico, especialmente quando há alterações que comprometem o controle urinário”.


















