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Série documental amazonense exalta participação feminina no samba

Grandes nomes como Márcia Siqueira, Lucilene Castro, Fátima Silva, Cláudia Trindade e Lucinha Cabral serão homenageados


A participação feminina na construção da história do samba amazonense é destaque da série documental inédita “Samba com Elas”. Nomes como Márcia Siqueira, Lucilene Castro, Fátima Silva, Cláudia Trindade e Lucinha Cabral serão homenageados no projeto, que tem assinatura da Cacique Produções. A direção é de Rosa Malagueta, produção executiva de Rafaela Martins e roteiro do jornalista e cineasta Wallace Abreu.

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O projeto foi contemplado em edital da Lei Paulo Gustavo, por meio do chamamento público para ações na área do Audiovisual, com o apoio do Governo do Amazonas, através do Conselho Estadual de Cultura/ Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura.

Para Rosa Malagueta, as produções audiovisuais amazonenses hoje conseguem atingir diversos públicos na TV, streaming, e em mostras e festivais nacionais e até internacionais. Dessa forma conseguimos contribuir com o processo de difusão do fazer artístico no Amazonas, que conta com importantes e potentes nomes em todos os segmentos artísticos e culturais, como essas brilhantes cantoras que engrandecem o cenário do samba no nosso estado.

Em fase de desenvolvimento e pesquisa, a série “Samba com Elas” propõe através da história e trabalho de grandes artistas amazonenses exaltar a potência feminina no cenário musical desse ritmo, valorizando a qualidade artística e técnica das sambistas.

Segundo o responsável pela pesquisa e criação dos roteiros da série, o jornalista cultural e cineasta amazonense Wallace Abreu, a participação e contribuição feminina na história do samba nacional foi por muito tempo minimizada e até silenciada em muitos contextos. Esse processo histórico e cultural brasileiro não foi diferente no Amazonas.

“É uma pesquisa muito densa e intensa, que já estamos trabalhando desde os primeiros dias de 2024, por se tratar, nessa primeira temporada, de cinco nomes muito importantes do nosso cenário musical. São carreiras muito extensas, que passam por outras vertentes que não só o samba, então é necessário estar bastante atento nessa etapa para pinçar o que há de mais importante nessas trajetórias, dentro do escopo escolhido, que é o samba”, explica.

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O desenvolvimento da primeira temporada contará com cinco episódios de aproximadamente 25 minutos cada. No entanto, é importante destacar que a produção da série em si, depende ainda da captação de recursos e apoios futuros, já que o projeto aprovado prevê apenas o desenvolvimento da etapa inicial.

“Com apoio recebido pela Lei Paulo Gustavo podemos nos debruçar de forma mais profunda em uma fase, que normalmente no Amazonas, quase nunca há recursos disponíveis, que é a pesquisa. Com isso, podemos amadurecer melhor a ideia e pensar em propostas mais concretas, que certamente vão otimizar bastante o projeto quando ele entrar na etapa de produção. Uma boa pesquisa e um roteiro estruturado diminuem o risco de falhas e dificuldades futuras que podem surgir durante o processo de construção do trabalho. Quem ganha com isso, lá no final, é o público, que terá acesso a uma produção audiovisual mais madura”, ressalta o cineasta Wallace Abreu.

De acordo com a produtora executiva do projeto, Rafaela Martins, começar a tirar do papel essa ideia é algo que vai muito além do produto audiovisual em si.

“Estamos falando de uma série que visa valorizar importantes mulheres dos palcos amazonenses, numa produção que contará, majoritariamente, com mulheres em seus bastidores. Isso é uma forma de nos reafirmarmos e nos fortalecermos num cenário que, em sua essência, sempre foi dominado por homens”, frisa.

Contrapartidas – Além de toda a parte de pesquisa e desenvolvimento da série, que deve ocorrer durante o primeiro semestre, o projeto irá realizar as ações de contrapartidas sociais previstas no edital de aplicação de recursos da Lei Paulo Gustavo. Entre as atividades estão workshops gratuitos oferecidos a comunidades de zonas periféricas e ribeirinhas de Manaus.

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