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Documentário “Garantido: a tradição de Lindolfo Monte Verde” será apresentado no dia 24 de junho

Neste dia celebra-se São João Batista, para quem Lindolfo Monteverde fez a promessa de colocar o bumbá na rua


Com a proposta de estruturar o acervo da história conhecida e reconhecida do criador do Boi Garantido foi produzido o documentário “Garantido: a tradição de Lindolfo Monte Verde”, que será apresentado no dia 24 de junho (segunda-feira), no Curralzinho da Baixa, em Parintins (distante a 369 quilômetros de Manaus).

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Imagem: arquivo

O produto visual, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), é uma iniciativa que une histórias, memória e, claro, toadas que enaltecem o legado do Mestre Lindolfo. A direção executiva do documentário, que tem duração de 30 minutos, é de Cleumara Monteverde, a proponente do projeto; o roteiro é de Irian Butel e a direção de imagens de Lucas Paulino.

Os primeiros depoimentos começaram a ser gravados há quase duas décadas, por Cleumara, que fez a pesquisa e entrevistou muitas pessoas. Ela lembra que o pré-roteiro foi baseado nos relatos de dona Maria Monteverde (filha de Lindolfo), João Batista Monteverde (filho de Lindolfo Monteverde), além de netos e diversas pessoas que conviveram com Lindolfo.

“Desde 2010, fazemos o trabalho de pesquisa. Porém, sempre tivemos dificuldades, pela falta de documento, mas temos muita história para contar e deixar o acervo estruturado”, explica a proponente do documentário.

Cleumara avalia que o documentário mostra memórias afetivas que, agora organizadas serão disponibilizadas à sociedade para poder construir e alimentar o banco de dados do acervo de memórias do Boi Garantido, assegurando às futuras gerações o conhecimento do legado do Mestre Lindolfo Monte Verde.

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Imagem: arquivo

Entre os entrevistados na produção, estão a própria Cleumara Monteverde, além de Dona Maria Monteverde e João Batista Monteverde (dois filhos vivos de Lindolfo), Seu Maximiano, Seu Domingos, Dona Luzia, “Tio Belinho”, Chico da Silva, Ivoney “Sopa”e também JP Galeto; Reck Monteverde e Dé Monteverde,

“Por tudo que conseguimos, é importante contar a história e deixar gravada, pois muitos que entrevistei já partiram, entretanto temos o arquivo para poder contar a história, tão conhecida, porém sempre é importante deixar tudo registrado”, enfatiza lembrando que o Garantido sempre teve uma história muito linear, com um fundador reconhecido e celebrado.

“Amigos e familiares narram no documentário sobre suas lembranças da convivência com o fundador do Boi Garantido. É o resultado de anos de pesquisa realizada por mim”, diz Cleumara, completando que a partir do apoio do Edital foi dado prosseguimento ao projeto, que estava parado. “Já tínhamos tudo arquivado, então quando passamos no edital, demos prosseguimento e conseguimos terminar”, comemora.

Responsável pelo roteiro, a historiadora Irian Butel enfatiza que o documentário registra depoimentos de pessoas que tiveram a oportunidade de ver o Mestre Lindolfo trabalhando no boi Garantido. Ela destaca que pode ser percebida uma admiração gigantesca pelo modo de como Lindolfo conduzia todo o fazer da brincadeira.

“Mesmo depois de debilitado, ele tinha respeito dos compositores. Era admirado e também respeitado, tanto pelo povo Garantido, quanto pelos contrários. Lindolfo era referência de poeta, versador e repentista. Uma figura que envolveu toda sua comunidade e conseguiu transmitir o legado, compromisso e amor pelo Garantido. Isso é muito forte”, emociona-se.

Memória

A data e o local escolhido para apresentação da produção, também não foram por acaso. No dia 24 de junho celebra-se São João Batista, para quem foi Lindolfo fez a promessa de colocar o bumbá às ruas, se ficasse curado da enfermidade que o acometia e o local é onde morou e parte da família Monteverde ainda mora.

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