Para celebrar seus 60 anos, completados em abril, Zeca Baleiro apresenta “Zeca 60”, uma retrospectiva construída a partir de sua própria escuta e memória. Mais do que uma coletânea, o trabalho se configura como um autorretrato artístico, reunindo 60 canções selecionadas pelo compositor e organizadas em quatro volumes lançados semanalmente ao longo do mês, dois deles já disponíveis.

Foto: Mara Fernandes
Pensado como uma obra editorial, “Zeca 60” percorre diferentes momentos de sua trajetória, combinando sucessos conhecidos com faixas menos evidentes, parcerias marcantes e incursões por distintas sonoridades. A proposta é oferecer um panorama que ultrapassa os hits e revela camadas da construção de sua identidade musical ao longo de quase três décadas.
Para Baleiro, o lançamento também assume um caráter de síntese e registro:
“Esse projeto, aos 60 anos, vale como um documento da minha trajetória. É uma história de muito trabalho, de busca por invenção e também de permanência”, afirma.
A curadoria foi conduzida integralmente pelo artista, que organiza cada volume como um capítulo com identidade própria. O primeiro se aproxima de uma linha mais cronológica, reunindo canções emblemáticas dos discos iniciais, enquanto o segundo já amplia esse recorte de forma mais livre, antecipando a diversidade de caminhos que atravessam sua discografia. O formato seriado dialoga com dinâmicas contemporâneas de escuta e mantém o lançamento ativo ao longo de todo o mês de aniversário.
Responsável pela realização do projeto, a Nas Nuvens Music Group desenvolve “Zeca 60” como parte de sua atuação na valorização de catálogos relevantes da música brasileira, recontextualizando obras consolidadas para novas escutas e públicos.
Com uma produção marcada pela diversidade, Zeca Baleiro transita entre a música popular brasileira, o pop, o rock e diferentes formas de experimentação. Ao longo da carreira, construiu um repertório que permanece em circulação, reinterpretado por diferentes gerações e reafirmado tanto nos palcos quanto nas plataformas digitais.
Com “Zeca 60”, o artista não apenas celebra sua história, mas reorganiza seu repertório sob novas perspectivas – conectando memória, presente e escuta contemporânea.


















