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Cultura

Hip Hop transforma o Centro de Manaus em palco de resistência cultural

A ação marcou o encerramento do projeto Workshops Urbanos da Amazônia


O Centro Histórico de Manaus foi tomado por rimas, batidas e cores na última terça-feira (10). O evento “Do Nada Um Hip Hop: Edição Carnaval” reuniu centenas de pessoas no Largo São Sebastião e reafirmou a força da cultura urbana amazônica em pleno período carnavalesco, transformando um dos principais cartões-postais da capital em palco de expressão periférica e participação popular.

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Fotos: Aguilar Abecassis

A ação marcou o encerramento do projeto Workshops Urbanos da Amazônia e levou ao coração da cidade uma programação gratuita com rap, dança, grafite, DJ, beatbox e momentos de mic aberto, fortalecendo o protagonismo juvenil e a ocupação cultural do espaço público.

Realizado pela Associação Intercultural de Hip-Hop Urbanos da Amazônia (AIHHUAM) e pelo Ministério da Cultura (MinC), o evento evidenciou o hip hop como ferramenta de transformação social, identidade e geração de oportunidades na região Norte do país.

No palco e nas intervenções artísticas passaram nomes como Lua Negra, Greeg Slim e DaPortela no rap, grafite ao vivo com Ploris, set da DJ Pammy, beatbox com Miguel Maia e apresentação de dança do grupo Art Factory. A programação também abriu espaço para a participação espontânea do público em cyphers e no microfone aberto — essência democrática do movimento hip hop.

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Fotos: Aguilar Abecassis

Durante o evento, o público também participou de uma roleta de brindes, que distribuiu ecobags, blocos de anotação e outros materiais personalizados do projeto. A ação reforçou o caráter interativo da programação e aproximou ainda mais a população da iniciativa cultural.

Para Mano FK, presidente da AIHHUAM, a ocupação cultural do Centro Histórico simboliza um avanço no reconhecimento da produção urbana amazônica.

“Levar o hip hop para o Largo São Sebastião, em pleno Carnaval, é mostrar que a cultura urbana amazônica tem potência, identidade e público. Estamos falando de jovens que produzem arte, empreendem e constroem narrativas próprias sobre a Amazônia contemporânea. O que aconteceu aqui foi mais do que um evento: foi afirmação cultural, formação e oportunidade”, declarou.

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Fotos: Aguilar Abecassis

Desde setembro de 2025, o projeto realizou oito workshops em diferentes territórios de Manaus, sempre estruturados em dois momentos: ações formativas em escolas públicas, com palestras, rodas de conversa e dinâmicas educativas; e atividades culturais abertas ao público, com apresentações artísticas, intervenções urbanas, batalhas de rima e batalhas de slam.

Os encontros abordaram temas como cultura, arte, educação, justiça climática e empreendedorismo, conectando criação artística e cidadania e ampliando o acesso à formação cultural nas periferias da capital amazonense.

Em um cenário nacional que discute políticas públicas para juventude e economia criativa, o projeto reforça o papel estratégico da cultura urbana como vetor de desenvolvimento social e fortalecimento de talentos na Amazônia.

O Workshops Urbanos da Amazônia é realizado pela AIHHUAM e pelo Ministério da Cultura (MinC), com patrocínio via Lei Rouanet, Instituto Nubank e Grupo WEG, ampliando o alcance da cultura hip hop e consolidando uma rede de apoio à produção artística periférica na região Norte.


Fotos: Aguilar Abecassis

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