A artista plástica Rejane Melo levará a exposição “Aurum Amazônico” para o Oriente e o Japão a partir do dia 19 de abril. Após a temporada em Manaus, a mostra internacional exaltará a preservação da floresta amazônica por meio de obras com toques de folhas de ouro.

Foto: Rejane Melo
O roteiro da mostra no exterior tem previsão de iniciar pelo Oriente. A organização pediu que a artista aguardasse até o início deste mês para a definição exata do local de exibição, devido aos conflitos na região. Na sequência, a coleção de arte tem previsão de ser exibida no Japão, em roteiro programado para o mês de julho.
Para concretizar esse circuito internacional e expandir o alcance da cultura amazônica, a artista assumirá os custos da viagem de forma independente. Mesmo reconhecendo os desafios financeiros e sentindo que a arte necessita de mais valorização, o grande foco de Rejane é garantir que as obras ultrapassem fronteiras e levem a mensagem da região para o mundo, mesmo sem contar com apoio público.
“Até tentei [receber o incentivo] mas a arte por aqui não é tão valorizada. Mas não desisti e vou assim mesmo”, relatou.

Foto: Rejane Melo
Antes de embarcar, a artista realiza a estreia das obras no Museu da Cidade de Manaus, localizado no histórico Paço da Liberdade. A abertura regional da exposição ocorreu no dia de março, às 18h, e o acervo ficou disponível para visitação do público até a última sexta-feira (20).
O trabalho é resultado de uma pesquisa estética que visa elevar os elementos naturais, criando um diálogo multissensorial entre a arquitetura neoclássica do museu e o conceito orgânico do projeto. A intenção é transportar o espectador para um cenário onde a preservação da biodiversidade e do conhecimento ancestral seja vista como a atitude mais valiosa.
- Foto: Rejane Melo
- Foto: Rejane Melo
- Foto: Rejane Melo
- Foto: Rejane Melo
- Foto: Rejane Melo
- Foto: Rejane Melo
- Foto: Rejane Melo
Reforçando a mensagem central que compartilhará com o público estrangeiro, Rejane Melo conclui: “O ‘Aurum Amazônico’ é um convite para pararmos e observarmos a riqueza que ainda está de pé. Quero que o público sinta que o verdadeiro brilho não está na extracção, mas na contemplação e no respeito ao que a terra nos oferece gratuitamente”.
Imagens: Rejane Melo

























