Manaus,
×
Manaus,

Cinema

Cabine de ‘Rio de Sangue’ em Manaus antecipa tensão sobre garimpo na Amazônia

Exibição neste sábado (28) revelou um thriller impactante 100% gravado no Pará; longa com Giovanna Antonelli estreia nos cinemas em abril


O público manauara conferiu, em primeira mão, na noite deste sábado (28), no Shopping Manaus ViaNorte, a cabine exclusiva de “Rio de Sangue”, o intenso thriller de ação que expõe a crueldade do garimpo ilegal na Amazônia, antecipando o debate regional antes da estreia nacional.

img-20260330-wa0017

Sugestão de capa (Foto: Bárbara Sangue)

A sessão especial ocorreu às 19h no bairro Santa Etelvina. A oportunidade de assistir ao longa-metragem — produzido pela Intro Pictures e Star Original Productions — conectou os espectadores locais com uma realidade urgente e dolorosa enfrentada na região Norte. A estreia oficial nos cinemas de todo o Brasil está marcada para o dia 16 de abril.

Com direção de Gustavo Bonafé, o enredo prende a atenção do espectador do início ao fim. A trama acompanha Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli), uma policial afastada e jurada de morte pelo narcotráfico, que busca refúgio no Pará para tentar se reaproximar da filha, Luiza (Alice Wegmann), médica atuante em uma ONG. O drama escala para uma violenta corrida contra o tempo quando a jovem é sequestrada por garimpeiros sob o comando do perigoso Polaco (Antonio Calloni).

Durante a exibição, ficou claro que a obra vai muito além da ficção. A atriz Giovanna Antonelli, ao comentar sobre a força da narrativa, destacou a importância de expor essas feridas históricas.

“O que vemos ali acontece todos os dias, há muitos anos. A floresta e o olhar do povo indígena contam nossa história de uma forma muito potente”, afirmou a protagonista. Ela também celebrou a representatividade feminina na produção: “Foi feito para o nosso público. E, principalmente, trouxe duas mulheres como protagonistas, num gênero somente estrelado por homens”.

Para alcançar o nível de realismo que impactou a plateia manauara, a equipe gravou 100% das cenas em solo paraense, utilizando locações em Santarém e no rio Tapajós. O diretor Gustavo Bonafé fez questão de fundamentar o roteiro no diálogo com as lideranças originárias.

“A gente teve a consultoria da Val Munduruku, que é uma mulher indígena cuja aldeia já sofreu invasões de garimpo ilegal; a gente estudou muito o tema, não só para tratar a parte dos crimes e para tratar a parte da invasão”, detalhou o cineasta.

O elenco de peso da produção conta ainda com Felipe Simas, Vinícius de Oliveira, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa e Ravel Andrade. Ao final da sessão local, a sensação deixada por “Rio de Sangue” é a de um filme necessário: um entretenimento de altíssima qualidade visual, mas que funciona como um poderoso e urgente alerta em defesa dos povos e da floresta amazônica.

Você também pode gostar...

Os comentários são de inteira responsabilidade do autor e não expressam a opinião do Portal Mazé Mourão. Você pode ser denunciado caso comente algo racista, injúria ou conteúdo difamatório.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete − quinze =