Para todo e qualquer fã incondicional de rock, ter a oportunidade de assistir um show ao vivo de sua banda favorita com seus ídolos no palco cantando e tocando impropérios com energia avassaladora é como pôr os pés no paraíso. Pelo menos era assim por volta de 1994 e aconteceu com os Raimundos, banda formada em Brasília que se tornou um fenômeno popular nacional.

Imagem: Globoplay
“Andar na Pedra – A História dos Raimundos”, é uma série documental em cinco episódios, dirigida por Daniel Ferro, que conta desde a origem meteórica da banda até o inevitável desgaste. “Raimundos” (paródia com uma das maiores influências, os “Ramones”) era formada por Digão (guitarra), Rodolfo (vocal), Canisso (baixo) e Fred (bateria) que fizeram a tradução brasileira do hardcore norte americano acrescentando forró, repente, sexo e maconha.
O documentário não se limita aos fãs da banda. É também um retrato de época. Brasil pré redes sociais em que certos comportamentos não eram questionados e a indústria fonográfica operava sob uma outra lógica, centrada em vendas, alcance físico e impacto cultural mais do que em métricas digitais.
“Andar na Pedra – A História dos Raimundos” não foge dos conflitos internos, das divergências ideológicas e das consequências do sucesso. A série não é apenas sobre ascensão e queda de uma banda que marcou uma geração, é também sobre o choque entre permanecer na juventude ou atingir a maturidade.
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