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Unesco retira porto de Liverpool da lista de Patrimônio Mundial

O governo britânico reagiu imediatamente e disse estar "extremamente decepcionado" com o anúncio


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou nesta quarta-feira (21), por uma estreita margem de votos, a retirada do porto de Liverpool de sua lista de Patrimônio Mundial, alegando preocupações com o excessivo desenvolvimento imobiliário na região, incluindo planos para um novo estádio de futebol. O governo britânico reagiu imediatamente e disse estar “extremamente decepcionado” com o anúncio.

“Estamos extremamente decepcionados com esta decisão e acreditamos que Liverpool continua merecendo seu ‘status’ de Patrimônio da Humanidade, dado o importante papel que seu porto desempenhou na história e na cidade em geral”, afirmou um porta-voz do governo.

Cinco delegados do comitê presidido pela China votaram contra a retirada, e 13 a favor, apenas um a mais do que a maioria de dois terços necessária para remover um sítio da lista mundial.

(Foto: Divulgação)

Com isso, esta histórica orla marítima no noroeste da Inglaterra, emblemática da era industrial e incluída na lista em 2004, torna-se o terceiro local a ser desclassificado pelo organismo cultural da ONU, depois de lugares em Omã e na Alemanha. Durante dois dias de debates, alguns delegados argumentaram que os planos urbanísticos, os quais incluem a construção de prédios altos, “vão danificar irreversivelmente” o patrimônio do histórico porto.

O Conselho Internacional de Monumentos, que assessora a Unesco na lista do patrimônio, disse ter solicitado ao governo britânico, “em repetidas ocasiões”, que apresentasse garantias mais sólidas sobre o futuro da cidade. O plano de construção de um novo estádio do clube de futebol Everton foi aprovado pelo Executivo sem qualquer consulta pública e “é o exemplo mais recente de um grande projeto que é completamente contrário” aos objetivos da Unesco, acrescentou.

Antes do anúncio de hoje, a ministra britânica da Cultura, Caroline Dinenage, havia declarado ao comitê que seu governo leva muito a sério a preservação das características de Liverpool, afirmando que esta exclusão “representaria uma grande perda”.

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