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‘Teatro.Doc’ apresenta trajetória de grupos amazonenses nas plataformas digitais

Projeto foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana, por meio da Lei Aldir Blanc


Em abril, a trajetória de grupos e movimentos teatrais do Amazonas ganha o mundo por meio das plataformas digitais. É no canal do Teatro na Rede, no Youtube, que o público vai conhecer o projeto “Teatro.Doc”, com oito representantes dessa linguagem artística: Cia de Teatro Metamorfose, A Rã Qi Ri, Ateliê 23, Interarte, Grutec, Soufflé de Bodó Company, Projeto Arte e Comunidade e Grupo Criatê.

(Foto: Divulgação)

Segundo a idealizadora do “Teatro.Doc”, Dinne Queiroz, a proposta é exibir um episódio, de 20 minutos de duração, por semana. Ela explica que o projeto vem para gerar conteúdo formativo, documental, histórico e de memória sobre grupos atuantes no Estado, a fim de entender como funciona o cenário do teatro local e despertar o interesse da nova geração.

“Eu, como pesquisadora e Mestra em Artes Cênicas, comecei a estudar nossa memória teatral e percebi que falta registrar mais sobre isso, porque tem muita gente começando agora nesta área, por meio da universidade, mas ainda tem histórias e artistas invisibilizados. Então o projeto surge para mostrar como temos representantes importantes na nossa região”, afirma Dinne Queiroz, que assina coordenação geral, direção e roteiro.

(Foto: Divulgação)

“Para o critério de escolha dos grupos, buscamos a diversidade. Foram eleitos oito representantes que estão em atividade e resistindo através dos anos e apesar da pandemia, tanto os mais antigos, como o Grutec, que tem 40 anos, quanto os mais novos, egressos das universidades, vindos das periferias, mas todos desenvolvendo trabalhos com consistência e constância”.

Para apresentar o panorama da resistência teatral do Amazonas em minidocs, as locações foram os espaços dos grupos, mas com as medidas de restrição devido a pandemia da Covid-19. A coordenadora conta que as gravações aconteceram na Casa Som Amazônia, Casa das Artes, Ateliê 23, Jandira Theater e Interarte.

 “Por termos restrições quanto a aglomerações, optamos por entrevistar poucas pessoas presencialmente, mas temos ainda vídeos, áudios, fotos enviados pelos grupos para compor esses minidocs. Eles seguem um roteiro de perguntas que vão desde como o grupo iniciou seu trabalho, a pesquisa de linguagem que desenvolve, as principais dificuldades até as conquistas ao longo dos anos”, comenta a diretora. “Ainda lançamos uma provocação sobre o que eles pensam do teatro amazonense hoje e essa questão é livre para responderem inclusive de forma artística ou poética”.

A ficha técnica traz Ellen Fernandes na produção executiva e assistência de direção, Hamyle Nobre na operação de câmera, áudio, edição e mídias sociais e Thaís Vasconcelos como designer.

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