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Rio Negro está a 2cm para igualar à cheia histórica de 2012

A cheia que atinge o Amazonas pode chegar a recordes históricos na próxima semana


O terceiro Alerta de Cheias para Manaus, promovido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), será transmitido na na segunda-feira, 31 de maio. O evento poderá ser acompanhado ao vivo pela TV CPRM no YouTube, às 10h pelo horário de Manaus e 11h pelo horário de Brasília.

Centro Histórico de Manaus com o Obelisco e o Relógio, ícones da cidade de Manaus (Foto: Cleinaldo Marinho – 29/6/2021)

Em 2021, os rios amazônicos vêm apresentando cotas entre as máximas diárias desde o início do ano e, a partir do mês de abril, cotas de inundação severa ao longo de toda a bacia. Na última sexta-feira (28), o rio Negro atingiu 29,95m em Manaus. O nível já representa a 2ª maior cheia de toda a série histórica. Faltam apenas 2 centímetros para igualar a maior cheia em 119 anos (29,97m), em 2012.

O rio Solimões, em Manacapuru (AM), atingiu 20,73m, nível que representa a segunda maior cheia da série histórica, igualando a cheia de 2012. Como o recorde é de 20,78m (2015), para igualar precisa subir somente mais 5 centímetros.

Em Itacoatiara (AM), a cheia do rio Amazonas já é a 2ª maior, tendo atingido 15,19m. O recorde é 16,04 m, observado em 2009.

Em Nova Olinda do Norte, o rio Madeira já superou a cheia de 2014, que era a maior da história, e mais de 3.000 famílias já foram afetadas. Em Carauari, o rio Juruá também já alcançou um novo recorde histórico e o município está em situação de emergência.

“O impacto desses eventos extremos é especialmente forte na Amazônia profunda, marcada pelas enormes distâncias e o isolamento de comunidades e aldeias. Alguns municípios do interior ficam a mais de 15 dias de viagem de barco a partir de Manaus e algumas localidades estão a mais de quatro dias de viagem a partir das sedes municipais. Essa é uma realidade totalmente distinta do restante do Brasil. As ações de socorro da Defesa Civil nessas áreas são muito mais incipientes e quase sempre abaixo do mínimo razoável. É necessário investir mais em ações de adaptação às mudanças climáticas”, diz Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS)

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