Em meio a pandemia mundial causada pela COVID-19 e com mais de 450 mil mortes decorrentes do Coronavírus, a discussão sobre a realização do tradicional Festival Folclórico de Parintins neste ano é pertinente, ainda que todos os indícios mostrem a falta de estrutura sanitária para a realização do evento.

(Foto: Divulgação)
O Portal Mazé Mourão entrou em contato com os presidentes dos Bois Caprichoso e Garantido e eles deram o posicionamento sobre a situação.
“A gente vê com muita dificuldade a realização do festival. Nós sabemos o quanto queríamos fazer o festival, mas como que faz no meio de uma pandemia? O maior exemplo de que não tem como fazer grandes eventos agora, é a confusão no Japão. Apesar de ser um país de primeiro mundo, com pessoas disciplinadas e organizadas, a classe médica do Japão pede que não se tenha as olimpíadas, por exemplo. Então nós temos que pensar primeiro em salvar vidas. Seria muito irresponsável da nossa parte pensar em fazer o festival, com mais de 450 mil mortes ocasionavas pela COVID-19. O Festival Folclórico de Parintins é um evento de grande aglomeração em todos os momentos, então nós temos que ter prudência, calma e responsabilidade com as vidas dos seres humanos.” declarou Jander Lobato, presidente do Caprichoso.
“Infelizmente, o cenário que temos hoje impede que façamos o Festival Folclórico de Parintins. O Festival é um evento que quando acontece dobra o número de pessoas na cidade, então não tem a menor possibilidade de fazermos. Além de muita gente que vem a Parintins, e o próprio povo da cidade que vai para as ruas, temos também uma quantidade enorme de trabalhadores. O Boi Garantido para fazer um Festival contrata, diretamente, aproximadamente 900 pessoas. Muita gente envolvida em todas as funções. Então o Festival em si, chama a aglomeração e apesar de em Parintins, a vacina estar correndo de forma acelerada, não temos isso no resto do Amazonas e no Brasil.” declarou Antônio Andrade, presidente do Garantido.


















