O aguardado Museu do Oscar de Los Angeles abordará a “história problemática” da indústria cinematográfica, do racismo de “…E o Vento Levou” às recentes controvérsias sobre a sub-representação de mulheres e minorias. A ideia de um museu dedicado à sétima arte nesta cidade demorou quase um século para sair do papel e o edifício projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, que seria inaugurado em 2017, foi adiado. Agora, porém, as instalações estão prontas e sua abertura está prevista para setembro de 2021, segundo seus diretores.
atriz Laura Dern, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante no ano passado, guiou esta semana um grupo de jornalistas em um passeio virtual pelo museu, construído no oeste de Los Angeles.

(Foto: AFP)
“Não pretendemos ignorar a história problemática”, disse a atriz, citando a polêmica campanha #OscarsSoWhite devido à falta de artistas negros, a baixa presença de mulheres e a forma como a Academia tratou a atriz negra Hattie McDaniel em 1940.
O Museu do Oscar também lembrará o assédio sofrido pela atriz indígena americana Sacheen Littlefeather, que tomou a palavra de Marlon Brando quando ele rechaçou seu Oscar em 1973, para denunciar o tratamento dispensado aos indígenas pelas autoridades dos EUA. E ainda o fato de que atrizes europeias interpretaram personagens chinesas em “Terra dos Deuses”, de 1937.


















