Reconhecido internacionalmente, brasileiro foi vítima da covid-19 aos 66 anos. Artista atuou na Europa por mais de três décadas, tendo dirigido o Teatro Nacional Alemão de Weimar e a seção de dança da Bienal de Veneza. Morreu na noite de ontem o bailarino e coreógrafo brasileiro Ismael Ivo, aos 66 anos, por complicações da covid-19. Reconhecido internacionalmente, ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
A assessoria de Ivo informou que o artista estava internado há um mês e chegou a ser intubado na UTI. Ainda de acordo com a assessoria, Ivo melhorou e foi para um quarto. Mas o seu quadro piorou na madrugada de quinta-feira. Ivo havia sofrido dois acidentes vasculares cerebrais (AVCs) em junho de 2020, e se recuperado sem sequelas.

(Foto: Divulgação)

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O artista tinha origem humilde, tendo nascido e crescido na Zona Leste de São Paulo, onde foi criado pela mãe, que era empregada doméstica. Após conseguir bolsas de estudos em escolas de dança e atuar como dançarino solo no Brasil, Ivo brilhou no exterior, tendo atuado nos Estados Unidos e depois na Europa por mais de três décadas.
Em 1983, ele foi descoberto pelo coreógrafo americano Alvin Ailey durante uma apresentação na Bahia, que o convidou para atuar em Nova York. Na cidade, Ivo trabalhou como coreógrafo e dançarino. Em 1984, uma apresentação solo do brasileiro foi resenhada no The New York Times, que destacou sua forte presença no palco.


















