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As dimensões culturais de Bayaroá, nova direção cinematográfica de Cleinaldo Marinho

O filme conta a trajetória do cacique Justino Pena na busca para manter vivas as tradições do povo Tukano


Nascido em São Gabriel da Cachoeira, município localizado na região do Alto Rio Negro, no Amazonas, o cacique Tukano Justino Pena veio com a família para Manaus, trazendo consigo os conhecimentos de sua língua materna e tradições culturais. Munido da determinação para preservar os saberes ancestrais de seu povo, formou uma associação cultural “Bayaroá”, cuja história inspirou o documentário homônimo, que será lançado no próximo dia 15 de julho, quinta-feira, às 15h, em sessão gratuita no Centro Cultural Povos da Amazônia.

(Foto: Divulgação)

Com duração de cerca de 30 minutos, a obra cinematográfica traz como personagens principais o líder Tukano e a professora indígena Rosiane Lana. O projeto, contemplado pelo Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, via Lei Aldir Blanc, foi concebido e produzido por Eneida Afonso e Fabiene Priscila. A direção é de Cleinaldo Marinho.

“Recebi esse convite das duas produtoras, que me apresentaram o projeto de uma forma muito particular e leve, nesse contexto de não se perder as origens, e isso me deixou muito feliz em participar.  Acredito que a preservação da cultura, das tradições e da língua materna são de extrema importância, não somente no contexto dos povos indígenas, mas em todo o contexto do ser humano, que é a sua valorização. A valorização da tua origem, da tua história…a partir daí você começa a buscar novos conhecimentos, mas sem perder a tua essência. Esse filme é importe por que ele não vem em busca de respostas, e sim através de  perguntas, para que você possa se perceber diante do contexto de vida que você se encontra”, afirma o diretor Marinho.

(Foto: Divulgação)

Para as idealizadoras e pesquisadoras, produzir o ‘Bayaroá’ foi extremamente importante e gratificante.  “Trata-se de um registro etnográfico da história de vida do cacique Justino Pena e a sua luta pela manutenção de sua língua e cultura. A Educação indígena como relato principal do roteiro é uma pauta super atual dos povos indígenas em todo o Brasil. Colocar essa discussão para reflexão da sociedade nos deixou muito feliz”, completou a produtora executiva Fabiene Priscila.

As locações para a gravação do vídeo documentário foram a sede da Associação Cultural da Comunidade Bayaroá, localizada no Km 04 da BR-174, zona rural de Manaus. O filme traz entrevistas no formato bilíngue (Tukano e Português) e também uma mostra dos rituais com cantos e danças Tukano.

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