Ambulantes e barraqueiros fizeram, nesta segunda-feira (26), um protesto na Avenida Atlântica, na praia de Copacabana, contra as novas regras para a orla no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução TV GLOBO
Duas faixas estavam ocupadas às 13h, na altura do Copacabana Palace, no sentido Ipanema. O trânsito estava sendo desviado para a Rua Barata Ribeiro.
O decreto com as novas regras foi publicado há 10 dias e deve entrar em vigor em 1º de junho. A prefeitura vai proibir música ao vivo nos quiosques e a venda de garrafas de vidro, tanto nos quiosques quanto nas barracas. Na areia, só poderão trabalhar vendedores ambulantes cadastrados.
Os ambulantes que protestaram em Copacabana disseram que já procuraram a prefeitura para fazer o cadastro e não foram atendidos. Eles temem ficar sem trabalho.
O sindicato que representa bares e restaurantes e a Orla Rio, empresa responsável pela gestão dos quiosques da praia, é contra a proibição da música ao vivo.
A justificativa da prefeitura é dar mais segurança, conforto e organização para quem frequenta a praia e também para quem trabalha.
Segundo a Orla Rio, a presença de música ao vivo aumenta em mais de 10% o ticket médio dos estabelecimentos e contribui para manter os empregos, especialmente na baixa temporada. Eles estimam que a ausência da música pode gerar uma perda anual de dezenas de milhões de reais, além de mais de 1.200 empregos diretos e indiretos.
“A questão de não ter música é primordial para todos os quiosques. Não só como atrativo para turistas, mas como geração de empregos. São mais de 550 músicos por mês que a gente contrata” afirma o empresário Bruno de Paula, que é sócio de cinco quiosques.


















